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1. O mar calmo, radiante e brilhante com uma espumante luz, refletindo a madrugada em sua superfície lisa, é uma visão agradável aos olhos. Mas é muito mais agradável não apenas para admirar, mas para mostrar a Igreja reunida de acordo com a vontade de Deus, livre de perturbações, iluminada misteriosamente pela Luz Divina, agitando-se na luz do amanhecer, com as mãos e os olhos, todos os sentidos e a mente elevada. A Graça do Espírito hoje me concedeu esta visão agradável. Vocês todos estão gastando suas noites e dias juntos aqui no templo de Deus, e por sua presença incessante diante dEle vocês podem ser considerados como árvores celestiais plantadas junto às correntes de água do Espírito. Então ajudarei esses fluxos, tanto quanto eu sou capaz. Como vocês têm oferecido seu dia de orações, além de suas orações matinais, que possamos, na medida em que o tempo permitir, oferecer um sermão vespertino, além desta manhã, para que possamos mostrar-lhe abertamente todos os diferentes tipos de truques que o inimigo da nossa salvação torna não só o nosso jejum, mas também a nossa oração inútil.
2. Irmãos, há outro tipo de má saciedade e embriaguez que não provêm da comida e da bebida, mas da raiva e do ódio para com o próximo, lembrança de erros, e os males que surgem a partir destes. Sobre este assunto Moisés diz em sua canção, " seu vinho é um veneno de serpente, ima violenta peçonha de cobras." (Deut. 32:33). Então o profeta Isaías diz: "embriagai-vos, mas, não com vinho" (Is. 29: 9), e novamente comanda ele, "correis atrás dos vossos negócios" (Isaías 58: 3.). Para aqueles que jejuaram, desta forma, diz ele, falando em nome do Senhor: "Por acaso a esse inclinar de cabeça como um junco, a esse fazer a cama sobre o pano de cinza, acaso é a isso que chamas jejum e dia agradável ao Senhor?" (Isaías 58:5), e," Quando estendeis as vossas mãos para mim, desvio de vós os meus olhos. "(Is. 01:15).
3. Esta é a embriaguez do ódio que mais do que qualquer outra coisa faz com que Deus afaste-Se, e o diabo traga a tentação sobre quem ora e jejua. Ele pede-lhes para lembrar erros, direciona seus pensamentos para abrigar a malícia, e aguça as suas línguas de calúnia. Ele prepara-os para ser como aquele homem que quer o mal a quem David descreve com as palavras, “Tua língua como navalha afiada, rumina o crime, artesão de impostura” (Sl. 51:4), e por quem ele reza a Deus para livra-lo, dizendo: " Senhor, salva-me do homem perverso, defende-me do homem violento; eles planejam o mal em seu coração e a cada dia provocam contendas; afiam a língua como serpentes, sob seus lábios há veneno de víbora"(Sl. 140: 1, 3).
4. Neste tempo de jejum e oração, irmãos, deixemo-nos com todos os nossos corações perdoar qualquer coisa real ou imaginária que temos contra alguém. Que todos nós possamos nos dedicar ao amor, e vamos considerar o outro como um incentivo ao amor e às boas obras, falando em defesa do próximo, tendo bons pensamentos e boa disposição dentro de nós diante de Deus e dos homens. Desta forma o nosso jejum será louvável e irrepreensível, e os nossos pedidos a Deus serão ágil e prontamente recebidos. Clamaremos justamente a Ele como nosso Pai pela graça e podemos corajosamente dizer-lhe: "Pai, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores "(Mat. 6:12).
5. Novamente, aquele que esquema contra as nossas almas usa outros meios para tornar a nossa oração e jejum inúteis: a presunção. Porque aquele fariseu foi vaidoso quando ele jejuou e orou, ele foi mandado embora de mãos vazias (Lucas 18: 10-14). Sabemos, no entanto, que as pessoas com corações orgulhosos são impuras e inaceitáveis a Deus, e nós somos bem conscientes de que nós devemos a Deus muitas grandes dívidas e pagamos muito pouco. Por isso, vamos esquecer aquelas coisas que estão para trás como sem valor, e propagar as coisas que para frente (cf. Fil. 3:13). Vamos jejuar e orar com o coração contrito, auto-censura e humildade, para que o nosso jejum, nossa oração regular e nossa presença na Igreja de Deus possam ser puros e agradáveis a Ele.
6. Outro dos métodos do maligno de fazer nosso trabalho em jejum e nossa oração infrutífera é persuadir-nos a realizá-los hipocritamente por uma questão de vaidade e é por isso que o Senhor nos manda no Evangelho, dizendo: "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora a teu Pai que está lá, no segredo; e teu Pai, que vê no segredo, te recompensará" (Mateus 6: 6.).
7. Ele não disse para nos encorajar a nos desculpar de encontros e orações na igreja, porque, nesse caso, o profeta e salmista não teria dito a Ele: "louvar-te-ei no meio da assembleia"(Sl. 22:23), ou," Quero louvar-te entre os povos, Senhor, tocar para ti em meio as nações" (Sl. 57: 10), ou,"Cumprirei meus votos frente àqueles que o temem"(Sl. 22:25). Nem que ele teria dito a nós, "Em coros bendiziam a Deus" (Sl. 68:26), ou, "Entrai, prostrai-vos e inclinai-vos, de joelhos, frente ao Senhor que nos fez "(Sl 95: 6). O Senhor ensina, além de outras, questões maiores, dos quais não há tempo para falar agora, que, se estamos inclinados para orar sozinhos em nossas casas e quartos isso também incentiva a oração a Deus na Igreja, e a oração interior da mente incentiva a oração falada. Se alguém só quer a rezar quando está na Igreja de Deus, e não tem nenhuma preocupação alguma para a oração em casa, na rua ou nos campos, então, mesmo quando ele está presente na Igreja ele não está realmente orando.
8. O salmista demonstra isto porque depois de dizer: "Meu coração está firme, Ó Senhor", acrescenta," quero cantar e louvar, vamos glória minha "(Sl 108: 1). Em outro lugar ele diz: "Quando eu  te recordo no meu leito, passo vigílias meditando em ti" (Sl 63: 6). A Escritura diz: "E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. "(Mt 6: 16-18.).
9. Quão incomparável é o seu amor para com a humanidade! Com estas palavras o Senhor deixa claro para nós a distinção e a decisão que ele vai fazer no futuro julgamento, de modo que a partir de agora podemos lançar mão da melhor escolha e porção. Para aqueles que vivem para vanglória e não para Ele, Ele vai dizer definitivamente, de acordo com Suas palavras do Evangelho: "Você recebeu sua recompensa durante a sua vida", como disse Abraão ao o homem rico no Hades, "Na tua vida recebeste os teus bens" (Lucas 16:25). Aqueles que olham em direção a Ele, pois Ele deverá praticar a virtude, diz, recompensar abertamente, o que significa que aos olhos do mundo inteiro Ele lhes dará em troca a Sua bênção, uma herança, prazer e pura alegria para todo o sempre. Ele quer que ninguém perca isso, e todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tim. 2: 4), por isso Ele deixa claro Agora, como eu disse antes, a Sua escolha imparcial e inalterável, mostrando que somente aqueles que desprezam a glória que vem dos homens são filhos de Deus.
10. Ele aborda com as mesmas palavras ambas as categorias de pessoas, dizendo: "Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará "(Mat. 6:18). Aqueles que são desdenhosos da glória vazia que vem dos homens, Ele os proclamará seus próprios filhos e herdeiros adotados. Os outros Ele vai excluir da adoção de filhos, a não ser que se arrependam. O Senhor diz isso para que pela forma como olhamos para outras pessoas quando nós oramos e jejuamos, o que é de absolutamente nenhum benefício para nós, suportamos o trabalho do jejum e da oração, mas somos privados da recompensa. Ele nos diz para ungir nossas cabeças e lavar nossos rostos, ou seja, não devemos fazer um olhar pálido, nem devemos ter nossas cabeças sujas e secas para que pareçam que estamos sofrendo por muito tempo prolongado jejum e o desprezo por nossos corpos, e estar à procura de elogios de outras pessoas. Os Fariseus agiam assim para manter as aparências, é por isso que eles estavam separados da Igreja de Cristo, e que o Senhor nos proíbe categoricamente para copiá-los.
11. Podemos nos referir à mente metaforicamente como o chefe da alma, já que é a força orientadora da alma, e para o aspecto imaginativo como o seu rosto, pois esta contém o permanente centro de atividade dos sentidos. Por isso é tão bom ungir a cabeça com óleo, quando jejuamos, ou seja, tornar nossas mentes misericordiosas, e lavar os nossos rostos, nossas imaginações, limpando os pensamentos impuros vergonhosos, raiva e todo mal. Tal jejum realizado desta forma expulsa e envergonha todas as más paixões, juntamente com os demônios que são seus fabricantes e guardiões. Ele também inclui aqueles jejuam entre anjos bons, envolvendo esses anjos em torno deles, acostumando-os a ser os seus guardiões e movendo-os para ajuda-los e assisti-los.
12. Na Babilônia uma quarta pessoa foi vista no meio das chamas ao lado desses três jovens, que foram enfeitadas com auto-controle e jejum, mantendo-se ilesos e misteriosamente renovando-lhes (Dan. 3:25). Quando Daniel manteve um longo jejum um anjo veio a ele para instruí-lo a prever o futuro (Dan. 10: 1-21). Em outro momento em que Daniel tinha fechado a boca dos leões por sua oração e jejum (Dan. 6: 16-27), um anjo carregava um profeta através do ar de longe para trazê-lo de alimentos (Bel & Dr. 33-39 LXX). Quando praticamos jejum espiritual e corporal e oramos, nós também teremos o fogo do desejo carnal extinto com a ajuda dos anjos bons, e a raiva será domesticada como um leão. Nós nos tornaremos participantes da comida profética com esperança, fé e visão interior das coisas boas por vir, e vamos ser capazes de pisar serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo.
13. O jejum que não é assim nem realizado desta forma é mais parecido com o anjos maus, sua própria abstenção de comida é acompanhada por raiva, ódio, orgulho e oposição a Deus. Como servos e ajudantes do bem nós somos os seus adversários. "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue", diz o Apóstolo, "mas contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra os espíritos do mal"(Ef. 6:12). Nós não resistimos a eles apenas pelo jejum, mas usamos o peitoral da justiça para nos proteger o capacete da salvação, obras de misericórdia e o escudo da fé (cf. 1 Ts 5:.. 8, Ef 6: T6). Além disso, a espada do Espírito, que é mais do que suficiente para a defesa, que é, a palavra salvadora de Deus para nós (Ef. 6: 14-17). Por isso, vamos lutar o bom combate (1 Tm. 6:12), manter a  fé, apagar todos os dardos inflamados do maligno (cf Ef. 6:16), e, quando formos proclamados vencedores em tudo, vamos alcançar puros a coroas celestiais e se alegrar eternamente juntamente com os anjos no próprio Cristo, nosso Senhor.
14. A quem pertence toda a glória, poder, honra e adoração, juntamente com Seu Pai sem início e no Espírito Santo, bom e vivificante, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém. 

FONTE: Leitoradoortodoxo.blogspot.com.br

  José o Pai de Jesus - Filme Completo


Celebra-se hoje, 19 de março, a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.
Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.
Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”.
No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.
“Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1,24).
O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.
Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós.
Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à vontade do Senhor.
São José, rogai por nós!



DOCUMENTÁRIO - Mártires e Santos da Igreja Católica - A PAIXÃO DOS SANTOS -
Discovery Channel
 
Transcrevemos a seguir um interessante artigo do padre Oscar González Quevedo (Fonte: Lista “Reflexões” – www.veritatis.com.br) sobre corpos de santos que não se corromperam após a morte.
No livro do Eclesiastes, se lê esta frase: “Lembra-te que és pó. E ao pó retornarás”. Além de lembrar ao homem sua condição perecível e transitória, esta sentença recorda a aniquilação física, a decomposição do organismo, após a morte. A realidade é constatada quase universalmente. Digo quase universalmente, por se darem exceções, embora raríssimas, de não decomposição física. Exceção esta conhecida pelo nome de Incorrupção. A Incorrupção é a preservação do corpo humano da deteriorização que comumente afeta todo organismo poucos dias após a morte. É evidente que são excluídas as mumificações, as saponificações e outros processos químicos de preservação dos corpos dos mortos; pois seriam incorrupções artificiais.
O primeiro documento de autenticidade indiscutível que relata uma Incorrupção, data do século IV e é redigido por Paulino, secretário de Santo Ambrósio, Bispo de Milão: este documento é redigido em forma de carta dirigida ao Bispo de Hipona, Santo Agostinho. Paulino descreve o descobrimento feito por Ambrósio: “Por este tempo, ele (Ambrósio) encontrou o corpo do mártir Nazário que se encontrava enterrado num jardim fora da cidade de Milão; recolheu o corpo e o transladou para a Basílica dos Apóstolos. No túmulo foi encontrada a cabeça que fora decepada pelos inimigos, em perfeito estado, como se tivesse apenas sido colocada junto ao corpo, do qual emanava sangue vivo e uma fragrância que superava todos os perfumes”. Tinham transcorrido 200 anos do martírio.
Mais preciso e mais digno de crédito é o relato de Eugippius acerca do corpo de São Severino, bispo de Noricum, morto em 482. Seis anos após sua morte, o corpo foi encontrado incorrupto.
Embora existam muitos outros casos a partir do século IV até o século XVI, interessam-nos mais as preservações a partir do século XVI, por possuirmos fontes históricas mais comprovadas e mais fidedignas.
Em 19 de outubro de 1634, falecia a Madre Inês de Jesus, priora de Langeac. Seu corpo, sem sofrer qualquer processo de extração de entranhas ou de embalsamento, foi sepultado na sala capitular, ao lado de outros membros da comunidade. Passados alguns anos, o Sr. Bispo, em vista do processo de Beatificação, ordenou que seus restos fossem exumados. O corpo foi encontrado sem sinal de decomposição. Transladações e verificações foram realizadas até o ano de 1770. Em 1698 e 1770, cientistas, cirurgiões e médicos declararam que humanamente, a preservação do corpo era inexplicável.
São Vicente de Paula faleceu em 1660, para atender aos pedidos de canonização a exumação do corpo foi feita em 1712, depois de mais de 50 anos de sua morte. Aberto o túmulo, na expressão de uma testemunha ocular “tudo estava como quando foi enterrado”.
Quantos puderam vê-lo, observaram que seu corpo estava em perfeitas condições e os médicos atestaram que o corpo não podia ter sido preservado por meio natural algum, durante tanto tempo.
A beata Maria Ana de Jesus, terciária da ordem de Nossa Senhora da Redenção, nascida em Madrid e falecida na mesma cidade em 1642; teve o corpo preservado da decomposição. Pouco depois de sua morte, o Cardeal Treso, Bispo de Málaga e presidente da Castela; que a conhecera pessoalmente em vida, no processo de beatificação, declara ter estado presente na primeira exumação e afirma: “Eu vi e me assombrei ao presenciar que o corpo morto há anos, sem que tivessem sido retiradas as vísceras ou embalsamado, pudesse estar tão perfeitamente conservado que nem sequer o abdômen e nem as faces oferecessem sinal de deteriorização, com exceção de uma mancha nos lábios, embora esta já a tivesse em vida”.
Em 1731, tendo já transcorridos 107 anos da morte da Serva de Deus, teve lugar uma inspeção oficial e mais completa, por ordem das autoridades eclesiásticas interessadas na causa da Beatificação. Os restos mortais se apresentavam suaves, flexíveis e elásticos ao tacto. Esta investigação teve lugar em Madrid, tendo sido fácil reunir médicos e peritos. Nove professores de medicina e cirurgia tomaram parte nas investigações e depuseram como testemunhas. Foram feitas incisões na parte carnosa e no peito; foram estudados os orifícios naturais por onde poderiam Ter sido introduzidos preservativos contra a putrefação. Foi uma verdadeira dissecação.
Após completar as investigações, os médicos declararam: “Os órgãos internos, as vísceras e os tecidos carnosos, estavam todos eles intactos, sãos, úmidos e elásticos”.
Baseada nesse testemunho, a Congregação dos Ritos aceitou a preservação como fato milagroso, apesar de 35 anos mais tarde, antes que fosse publicado o decreto de beatificação, uma terceira inspeção revelasse que na oportunidade, o corpo já não era mais flexível e brando. Os tecidos tinham endurecido, mas não estavam decompostos.
Do relato aparece claramente que o corpo da Beata fora preservado da corrupção, não devido a um processo de saponificação ou de mumificação. Seria incrível que competentes cirurgiões, após as incisões e os exames das vísceras, descrevessem os tecidos como sãos e intactos se os mesmos se tivessem se convertido numa massa adipoeira. Além do mais, eles insistem que o corpo, cem anos depois da morte, estava elástico e perfeitamente flexível, enquanto que outros corpos enterrados na mesma cripta, tinham seguido a lei natural da decomposição.
Uma outra narração nos chama a atenção; é a do mártir jesuíta André Bobola, que tendo combatido com sua palavra, os cismáticos russos, tornando-se conhecido como o “apóstolo de Pinsk”, atraiu o ódio de seus adversários, os cossacos; e foi submetido a um cruel martírio. Em mãos dos cossacos, e recusando-se a aceitar o cisma russo, foi açoitado, ultrajado de uma maneira incrível. Foi praticamente esfolado vivo, cortada uma mão, enfiados estiletes de madeira por debaixo das unhas, arrancada sua língua, e sua fisionomia tão deformada que mal parecia homem. “Sangrava, afirmava uma testemunha, como um boi no matadouro”.
Após horas de tormento, saciados já os sanguinários e dando apenas sinais de vida, desferiram-lhe um golpe de espada na garganta. Após jogar o deformado cadáver numa esterqueira, retiraram-se os cossacos e os católicos recolheram os restos mutilados e os enterraram às pressas na cripta da Igreja dos Jesuítas, em Pinsk.
Quarenta e quatro anos mais tarde, o reitor do colégio dos jesuítas de Pinsk, por uma visão ou sonho que acreditou ser sobrenatural, fez uma investigação para encontrar o corpo do mártir. Foi encontrado, segundo todas as aparências, exatamente no mesmo estado em que fora depositado: com as mutilações, continuava integro e incorrupto; as articulações continuavam flexíveis; a carne, nas partes menos afetadas pelas mutilações era elástica e o sangue que cobria o cadáver parecia recém-coagulado.
O último exame ordenado pela Santa Sé, teve lugar em 1730 – setenta anos depois da morte. Seis eclesiásticos e cinco médicos mantiveram as declarações anteriores. Também eles declararam que o corpo, exceto as feridas causadas pelos assassinos, estava intacto; a carne conservava-se flexível e que sua preservação não poderia ser atribuída a uma causa natural.
Em 1835, a preservação do corpo foi aceita pela Congregação dos Ritos, como um dos milagres exigidos para a beatificação. Segundo testemunhas, nenhum corpo dos depositados na cripta onde se encontrava o corpo de André Bobola foi preservado.
Não se pode afirmar que tal fato pertença somente aos séculos passados; Santa Madalena Sogia Barat, fundadora da sociedade do Sagrado Coração, faleceu em 1865; vinte e oito anos mais tarde, seu corpo foi encontrado quase perfeitamente inteiro, embora o ataúde estivesse parcialmente podre e recoberto de mofo.
Imunidade idêntica foi outorgada a João batista Vianney, o célebre Cura De Ars que morreu em 1859 e foi beatificado em 1905. Idêntico privilégio coube à vidente de Lourdes, Bernardete Soubirous; faleceu em 1879 com a idade de 34 anos. Em 1909, passados 30 anos, o corpo foi exumado e uma testemunha afirma: “Não havia o menor indício de corrupção. Seu rosto aparecia levemente escurecido e os olhos um tanto afundados, parecendo estar dormindo”. O corpo foi novamente encerrado num ataúde juntamente com um informe do estado em que foi encontrado.
Poderíamos continuar a enumerar fatos, mas os já citados são suficiente para dar um ideia do fenômeno da Incorrupção e sua inexplicabilidade. Digo inexplicabilidade, porque, apesar de existirem outros tipos de incorrupção, não coincidem com a exposta.
Corrupção total do corpo e preservação integral de certos órgãos – Se a preservação total ou parcial da corrupção de alguns corpos é um assunto intrigante para a ciência e enigmático também para a Igreja, para a qual a simples constatação da incorrupção não é critério de santidade, e portanto, milagre evidente, muito mais intrigante e enigmática é a preservação de um determinado membro de um corpo que foi reduzido a pó. Será, logicamente, muito mais difícil para a ciência encontrar uma explicação para tal preservação e um caminho muito mais aberto e claro para a Igreja afirmar o fato como miraculoso.
Nenhum exemplo poderia ser mais sugestivo para discernir a Providência Divina do que a preservação parcial do coração de santa Brígida, da língua de Santo Antonio, de São João Nepomuceno e da beata Batista Varani.
Santa Brígida, da Suécia faleceu em 23 de julho de 1373. Seus restos mortais foram exumados; tudo estava reduzido a pó encontrando-se o coração incorrupto. A atitude da Igreja Católica mostrou-se sempre muito cautelosa perante fatos inusitados, inclusive perante a incorrupção dos corpos de pessoas santas. Num levantamento feito pelo competente e autorizado estudioso de Parapsicologia, Pe. Herbert Thurston, S.J, com 42 santos célebres por sua vida, obra e santidade, entre os quais muitos foram encontrados incorruptos depois de anos, assevera o mesmo autor que nenhum deles foi canonizado por ter sido preservado da corrupção.
Há aqueles que afirmam que a sobriedade na comida e na bebida, característica de todos os ascetas, podem modificar completamente as condições do metabolismo normal e tende a eliminar certa classe de micróbios que são mais ativos no processo de putrefação; poderíamos replicar que existem muitas pessoas pobres ou doentes ou por opção que são abstêmias, e uma vez mortas, a lei da decomposição as acompanha normalmente.
A experiência comum mostra que não concorrendo condições extremas excepcionais, por exemplo, um frio intenso, a decomposição chega, mais cedo ou mais tarde e que antes de passados 15 dias da morte, são visíveis os primeiros sinais. E o problema tornar-se-á ainda mais insolúvel para o cientista ao constatar que as incorrupções são verificadas em místicos e santos (em ambiente religioso).
Muitos segredos da natureza já foram desvendados, dado o contínuo progresso das diversas ciências. Há outros, entretanto, que são indecifráveis porque não só superam as forças e leis da natureza, como também, e isto é significativo, são característicos do catolicismo, e só dele.
Não consta historicamente, apesar de aprofundadas pesquisas na procura, que pessoas de outros credos e em qualquer outro tempo, tenham manifestado ausência de rigidez cadavérica.
No catolicismo, ela é exclusiva de pessoas que em vida, manifestaram uma santidade excepcional, mas não de todos os grandes santos, pois nenhum milagre tem regras fixas.
O primeiro caso de que temos notícias data de 1160 e a primeira pessoa em que foi verificado foi Rainerio de Pisa. Quem relata o fato é um contemporâneo e, ao que tudo indica, digno de crédito. “Seus membros não demonstravam depois da morte, nenhum sinal de rigidez. Pelo contrário, conservavam-se úmidos e molhados de suor e eram tão flexíveis como os de um homem vivo”.
Pouco mais de meio século depois (1226), ocorreu a morte de São Francisco e Assis. O novo superior da Ordem, o irmão Elias, num comunicado aos demais confrades, descreveu minuciosamente como durante os últimos dias, Francisco era incapaz de levantar a cabeça. Seus membros “estavam rígidos como os de um morto”. Mas depois de sua morte… os membros antes rígidos se tornaram flexíveis.
Pelo menos 50 casos bem estudados de ausência de rigidez cadavérica existem entre santos da Igreja católica, desde o século 12 até nossos dias.
Exemplos - Parece oportuno agora falar um pouco sobre o aspecto fisiológico da questão do “Rigor mortis”.
Thurston revisou os manuais clássicos ingleses, franceses, alemães, espanhóis e italianos sobre jurisprudência médica: “Não descobri nenhum que reconhecesse a possibilidade de alguém estar isento da rigidez cadavérica”.
Há alguma variação com respeito a hora do aparecimento e término da rigidez: pode variar algumas horas dependendo do clima e do continente. Para a Inglaterra, por exemplo, o Prof. Glaister declara:
“Ordinariamente a rigidez começa no pescoço, mandíbula e no rosto, cinco ou seis horas após a morte. Após dez horas, abrange toda a parte superior do corpo, e doze a dezoito horas após a morte, afetará todo o corpo”.
Segundo E. Harnack, médico alemão, na maioria dos casos, a rigidez chega a ser completa no prazo de 5 a 6 horas após a morte.
“Com toda a probabilidade, a rigidez terminará na maioria dos casos, transcorridas 36 horas”, dando origem à corrupção. Segundo os clássicos alemães, porém, a rigidez cadavérica dura habitualmente 72 horas.
O “rigor mortis” pode demorar em aparecer até 16 horas após a morte e permanecer até 21 dias, mas ambos são casos e circunstâncias raríssimas, como determinadas substâncias usadas na medicação. Nas doenças de consumpção, de curta ou prolongada duração, a rigidez pode começar imediatamente após a morte e desaparecer logo, iniciando-se imediatamente a putrefação.
O número de casos em que não se verificaram traços de rigidez cadavérica é grande para enumerar e discutir um por um. Cadáveres que destilam óleo – Surpreendente constatação:
Certos cadáveres, anos após a sepultura e até séculos depois, destilam um líquido semelhante ao óleo vegetal. Outros, em idênticas condições, sem causa que o justifique, emitem água. É relativamente comum que este líquido brote de qualquer incisão feita nos corpos preservados da corrupção.
Os católicos gregos, antes do cisma da Igreja oriental, tinham um nome especial para determinados e numerosos casos de cadáveres de santos: “movoblútai”, isto é, “destiladores de óleo”.
O Papa Bento XIV exige (e garante nestes casos) para afirmar a realidade do prodígio da água e do óleo, que tenham sido removidas todas as causas naturais, como a infiltração da água ou a possibilidade de ter sido colocado algum líquido. Os restos mortais devem ficar em lugar apropriado e completamente seco, excluindo-se qualquer possibilidade de intervenção humana.
Aqui nos defrontamos com um fenômeno de todo inusitado e inexplicável para o qual a ciência não pode encontrar nenhuma explicação razoável e satisfatória, apesar de tratar-se de casos fáceis de examinar e constatar qualquer vestígio de explicação, caso esta fosse possível. A evidência do fato é indiscutível.
A Parapsicologia não encontra sequer uma hipótese que possa dar uma pista ou tênue esperança de solução. A Parapsicologia no seu caminhar no estudo do maravilhoso, se defronta, uma vez mais, com o absoluto Senhor da Vida, que pode manifestar-se igualmente na morte, para testemunhar a Doutrina e santidade de seus santos.
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Do Livro: “O Culto dos Santos, Imagens e Relíquias”
Prof. Felipe Aquino

FONTE: Cleofas.com.br

                    


História de São Francisco de Assis


São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182. Era filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre da Provença.  Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com ostentações. Porém, os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito menos os estudos. O que ele queria mesmo era se divertir. Porém, São Boaventura, seu contemporâneo, escreveu sobre ele: “Mas, com o auxílio divino, jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua companhia”.

Vida de São Francisco

Na juventude de Francisco, por volta de seus vinte anos, uma guerra começou entre as cidades italianas chamadas Perugia e Assis. Ele queria combater em Espoleto, entre Assis e Roma, mas caiu enfermo. Durante a doença, Francisco ouviu uma voz sobrenatural. Esta lhe pedia para ele "servir ao amor e ao Servo". Pouco a pouco, com muita oração, Francisco sentiu em seu coração a necessidade de vender seus bens e “comprar a pérola preciosa” sobre a qual ele lera no Evangelho.
Certa vez, ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele passou a fazer visitas e a servir aos doentes que sem encontravam nos hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o dinheiro que tivesse no momento.

O Chamado

Num dia simples, mas muito especial, num momento em que Francisco rezava sozinho na Igreja de São Damião, em Assis, ele sentiu que o crucifixo falava com ele,  repetindo por três vezes a frase que ficou famosa: "Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas". O santo vendeu tudo o que tinha e levou o dinheiro ao padre da Igreja de São Damião, e pediu permissão para viver com ele. Francisco tinha vinte e cinco anos.
Pedro Bernardone, ao saber o que seu filho tinha feito, foi busca-lo indignado, levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés. A mãe, porém, o libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião. Seu pai foi de novo buscá-lo. Mandou que ele voltasse para casa ou que renunciasse à sua herança. Francisco então renunciou a toda a herança e disse: "As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las". Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”.

Renúncia de São Francisco de Assis

Para reparar a Igreja de São Damião, Francisco pedia esmola em Assis. Terminado esse trabalho, começou reformar a Igreja de São Pedro. Depois, ele retirou-se para morar numa capela com o nome de Porciúncula. Ela fazia parte daabadia de Monte Subasio, cuidada pelos beneditinos. Ali o céu lhe mostrou o que realmente esperava dele.
O trecho do Evangelho da Missa daquele dia dizia: "Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias...” A estas palavras, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.

Milagres de São Francisco de Assis

Deus lhe concedeu o dom da profecia e o dos milagres. Quando Francisco pedia esmolascom o fim de restaurar a Igreja de São Damião, ele dizia: "Um dia haverá ali um convento de religiosas, em cujo nome se glorificará o Senhor e a Igreja". A profecia se confirmou cinco depois com Santa Clara e suas religiosas. Ao curar, com um beijo, o câncer que havia desfigurado o rosto de um homem, São Boaventura comentou para São Francisco de Assis: "Não se há que admirar mais o beijo do que o milagre?"

Fundação da Ordem dos Frades Menores (O.F.M.)

Francisco começou a anunciar a verdade, no ardor do Espírito de Cristo. Convidou outros a se associarem a ele na busca da perfeita santidade, insistindo para que levassem uma vida de penitência. Alguns começaram a praticar a penitência e em seguida se associaram a ele, partilhando a mesma vida. O humilde São Francisco de Assis decidiu que eles se chamariam Frades Menores.
Surgiram assim os primeiros 12 discípulos que, segundo registram alguns documentos, “foram homens de tão grande santidade que, desde os Apóstolos até hoje, não viu o mundo homens tão maravilhosos e santos”. O próprio Francisco disse em testamento: “Aqueles que vinham abraçar esta vida, distribuíam aos pobres tudo o que tinham. Contentavam-se só com uma túnica, uma corda e um par de calções, e não queriam mais nada”. Os novos apóstolos reuniram-se em torno da pequena igreja da Porciúncula, ou Santa Maria dos Anjos, que passou a ser o berço da Ordem.

A nova ordem religiosa de São Fracisco de Assis

Em 1210, quando o grupo contava com doze membros, São Francisco de Assis redigiu uma regra pequena e informal. Esta regra era, na sua maioria, os conselhos de Jesus para que possamos alcançar a perfeição. Com ela foram à Roma apresentá-la ao Sumo Pontífice. Lá, porém,relutavam em aprovar a nova comunidade. Eles achavam que o ideal de Francisco eramuito rígidoa respeito da pobreza. Por fim, porém, um cardeal afirmou: "Não podemos proibir que vivam como Cristo mandou no Evangelho".
Receberam a aprovação e voltaram a Assis, vivendo na pobreza, em oração, em santa alegria e grande fraternidade, junto a Igreja da Porciúncula. Mais tarde, Inocêncio III mandou chamar São Francisco de Assis e aprovou a regra verbalmente. Logo em seguida o papa impôs a eles o corte dos cabelos, e lhes enviou em missão de pregarem a penitência.

São Francisco de Assis, um exemplo de vida

São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.
A santidade de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma jovem, filha do Conde de SassoRosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual. Nascia assim a Ordem Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.

Sabedoria divina

Certa vez, São Francisco de Assis, sentindo-se fortemente tentado pela impureza, deitou-se sem roupas sobre a neve. Outra vez, num momento de tentação ainda mais violenta, ele rolou sobre espinhos para não pecar e vencer suas inclinações carnais.
Sua humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas na convicção de que "ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais". Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismo.
Uma vez contaram-lhe que um dos irmãos amava tanto o silêncio que até quando ia se confessar, fazia-o por sinais. São Francisco respondeu desgostoso:"Isso não procede do Espírito de Deus, mas sim do demônio; é uma tentação e não um ato de virtude". Francisco tinha o dom da sabedoria. Certa vez, um frade lhe pediu permissão para estudar. Francisco respondeu que, se o frade repetisse com amor e devoção a oração "Glória ao Pai", se tornaria sábio aos olhos de Deus. Ele mesmo, Francisco, era um grande exemplo da sabedoria dessa maneira adquirida.

São Francisco de Assis e os animais

A proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden.

Os estigmas de São Franscisco de Assis

Dois anos antes de sua morte, tendo Francisco ido ao Monte Alverne em companhia de alguns de seus frades mais íntimos, pôs-se em oração fervorosa e foi objeto de uma graça insigne.
Na figura de um serafim de seis asas apareceu-lhe Nosso Senhor crucificado que, depois de entreter-se com ele em doce colóquio, partiu deixando-lhe impressos no corpo os sagrados estigmas da Paixão. Assim, esse discípulo de Cristo, que tanto desejara assemelhar-se a Ele, obteve mais este traço de similitude com o Divino Salvador.

Devoção a São Francisco de Assis

No verão de 1225, Francisco esteve tão enfermo, que o cardeal Ugolino e o irmão Elias o levaram ao médico do Papa, em Rieti. São Francisco de Assis perguntou a verdade e lhe dissessem que lhe restava apenas umas semanas de vida. "Bem vinda, irmã Morte!", exclamou o santo.
Em seguida pediu para ser levado à Porciúncula. Morreu no dia três de outubro de 1226, com menos de 45 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor. Ele queria ser sepultado no cemitério dos criminosos, mas seus irmãos o levaram em solene procissão à Igreja de São Jorge, em Assis.
Ali esteve depositado até dois anos depois da canonização. Em 1230, foi secretamente trasladado à grande basílica construída pelo irmão Elias. Ele foi canonizado apenas dois anos depois da morte, em 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa é celebrada em 04 de outubro.

Oração a São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.


FONTE: Cruzterrasanta.com.br

Santa Rita de Cássia é uma superprodução do cinema Italiano, filmada nas paisagens belíssimas de Cássia, onde Rita nasceu, viveu e deu testemunho de sua fé, coragem e espiritualidade cristã.



Santa Tereza da Cruz, é como é conhecida a Santa que nasceu Judia, e que foi perseguida, presa num campo de concentração e morta nas câmaras de gás, dos algozes nazistas durante o holocausto, que devastou 6 milhões de seus irmãos judeus também denominados santos (Kedoshim).

Edith Theresa Hedwing Stein, nasceu na Alemanha em Breslau, 12 de Outubro de 1891 e morreu em Auschwitz na Áustira a 9 de Agosto de 1942, juntamente com outros membros de sua família, fora professora de filosofia, e também secretária do filosofo Edmund Husserl, em menina dizia-se ateia, contrariando os seus pais, que desejavam vê-la professar a religião judaica, mais tarde com 30 anos leu Santa Teresa de Ávila (O livro da Vida) o que a levou a converter-se ao catolicismo. Pois descobriu que a sua origem judia, ia de acordo com o cristianismo do Iº Século, tendo sido judeus tanto Jesus, como Maria, José e todos os apóstolos, bem como a nossa herança comum a "Bíblia" é também ela a História do povo Judeu o "Povo Eleito"।
Ingressou na Ordem do Carmo em 1942, contra a vontade de seus pais, com a perseguição anti-semita do nazismo, foge para a Holanda, mas é presa juntamente com sua irmã de sangue, sai do convento de hábito, o seu numero de prisioneira era 44070 e continuou a usar o hábito em Auschwitz.
O Papa João Paulo II beatificou-a em 1987, e também ele a canonizou em 1998 já com o nome de Santa Teresa da Cruz, a comunidade judaica criticou muito esta canonização, mas os hebreus-católicos apreçaram-se em fazer compreender o significado desta santa para a causa do combate ao Anti-semitismo e para nos lembrar as origens do cristianismo nascido do Judaísmo que é o caminho da salvação dada por D-us na Toráh.