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Resumo com trechos da série de Reportagens em Assis na Itália feitas pelo Jornalista/Ator/Dramaturgo/ Produtor/Diretor e Apresentador Evê Sobral!
Mostrando tb as Relíquias de São Francisco de Assis!!
Produção de Magda nascimento
Direção de Alberto Jardim


Novos aspectos da vida de Francisco reemergem do passado; desta vez não só fragmentos, ou citações indirectas tiradas das obras ancestrais, mas a segunda Vida mais antiga do santo de Assis, até hoje desconhecida, contida num manuscrito aparentemente insignificante e ausente dos catálogos das bibliotecas porque pertencente a uma colecção particular.

Um pequeno código (com o formato 12 por oito centímetros) no centro de uma questão historiográfica vastíssima e complexa, a decorrer, sem solução de continuidade, do terceiro decénio do século XIII até aos nossos dias, cruz e delícia de gerações de estudiosos da Idade Média: a busca de testemunhos biográficos sobre o Pobrezinho de Assis que não coincidem com a vida oficial, a Legenda de Boaventura, aprovada em 1263. Um livro que passou despercebido por tanto tempo e que chegou íntegro até nós talvez precisamente pela sua pobreza: trata-se de um pequeno código «franciscano em sentido literal, humilde e pobre, sem decorações ou miniaturas» explica-nos de Paris o autor da descoberta, o medievista Jacques Dalarun, ao qual pedimos que nos contasse os pormenores de uma investigação apaixonante e cheia de surpresas como uma dectetive story paleográfica.
Como encontrou o manuscrito?
Graças a um email de um colega, Sean Field, que ensina na universidade de Vermont e é – aproveito a ocasião para o frisar – felizmente casado: não é um frade franciscano, como vi escrito na imprensa nestes dias! Sean, sabendo que me ocupo desde há muito tempo dos testemunhos biográficos sobre Francisco, indicou-me a iminente venda em leilão de um manuscrito que poderia ser interessante. E também graças ao cuidadoso e inteligente trabalho de Laura Light, a estudiosa que preparou a descrição do manuscrito para a casa de leilões americana que o lançou no comércio, no ano passado. Andava à procura deste texto desde há sete anos: durante os meus estudos tinha encontrado fragmentos e vestígios dispersos e tudo levava a pensar na existência de uma espécie de Legenda intermédia de Tomás de Celano, sucessiva à primeira redacção e anterior em relação à segunda Vida que conhecemos, uma obra composta sob o generalato de frei Elias. Encontrar este texto foi uma confirmação muito preciosa e, obviamente, uma grande alegria. Digamos que esta descoberta choveu num terreno pronto para a receber.
Quando se apercebeu que o texto latino que tinha diante de si no ecrã do seu computador não era apenas uma antologia umbra de finais do século XIII sobre a vida de Francisco, mas uma obra inédita de Tomás de Celano?
Decifrando o prefácio; no site havia também imagens do manuscrito, não de qualidade excelsa mas contudo legíveis, mesmo se com um pouco de dificuldade; Laura Light na sua descrição do código citava os meus estudos mencionando a possibilidade que se pudesse tratar de uma peça importante de um mosaico ainda para completar totalmente. Naquele ponto a minha preocupação foi por que o texto ficasse disponível para os estudiosos; se tivesse sido comprado por um particular isto não estaria automaticamente garantido. Por este motivo dirigi-me directamente à directora do departamento Manuscritos da Biblioteca Nacional da França, que, depois de uma negociação com a casa de leilões, comprou o livro. Entretanto, desde Setembro passado até hoje, pude estudar de modo mais aprofundado o texto e preparar a edição latina e a tradução francesa, dando início também às traduções em italiano e inglês. A notícia foi dada a 16 de Janeiro passado pela imprensa francesa; não era oportuno torná-la pública antes para não interferir com uma negociação comercial que estava a decorrer, e fazia também questão de ter uma ideia clara da colocação cronológica e do conteúdo do manuscrito.

De: Silvia Guidi


TEOLOGIA FRANCISCANA DA POBREZA EVANGÉLICA 
De Francisco Gonçalves Teles


 

O envio de religiosas franciscanas às missões assumidas pela Ordem, seguindo a tradição do próprio fundador Francisco de Assis, é momento crucial na vida da Congregação.
Para as destinadas a Areia, a solenidade do envio aconteceu na segunda-feira de Pentecostes, dia 17 de maio de 1937. Após profunda e comovente homilia diante do Santíssimo, na Capela do Convento de Dillingen, o assistente espiritual Dr. Vicente Fuchs entregou a “Cruz Missionária” às jovens Irmãs Floresia, Venantia, Iluminaris, Trautlinde, Ildefonsa e Urbana e deu-lhes a benção para a viagem.




Oratório de São Jorge. Francisco. No dia 3 de outubro de 2009 na Praça do Mercado de Cracóvia, parte de uma celebração nacional do Jubileu dos 800 anos da aprovação da Regra de São Francisco. O organizador do evento foram quatro províncias franciscanas em Cracóvia: Capuchinhos, Conventuais, Bernardo e reformadas.

 

 
 


The most beautiful gregorian chant about St. Francis of Asisi (with notes).
 

 
Na Toscana, existe um monte rochoso e coberto de bosques, inacessível e sublime, com fendas horríveis cobertas de musgo e de frescor. Há muitos anos, o conde Orlando de Chiusi lho doara, em sinal de devoção, para que se servisse dele nos seus encontros com Deus.

Em agosto de 1224 subiu Francisco com alguns irmãos os mil e trezentos metros do Monte Alverne. É difícil ao turista que sobe hoje de automóvel esse monte, imaginar o que significava para Francisco, já esgotado, viajar a lombo de burro pelos caminhos sinuosos até chegar ao cimo da montanha, onde ela parece abrir-se subitamente, oferecendo, do alto duma rocha íngreme, vista para os vales lá embaixo. Cuidados, privações e enfermidades tinham enfraquecido o corpo desse homem de quarenta e dois anos. Francisco sempre se sentiu à vontade nos cumes das montanhas. Desejava afastar-se das últimas preocupações a respeito de sua Ordem, das decepções e da falta de compreensão. Pediu que o levassem a uma abertura na rocha, onde ainda se vê uma grade no lugar em que ele dormia; pode-se supor que não foi mudada muita coisa naqueles blocos de pedra úmidos e mofados.

Ano após ano, penetrava cada vez mais na essência de Deus até chegar à mais elevada forma que se possa imaginar na terra: à contemplação mística de Deus. É esta contemplação mística que ele experimentará de uma forma única na solidão do Alverne, pelo espaço de quarenta dias (de 15 de agosto até 29 de setembro, festa de São Miguel). Ele se retira do convívio de seus irmãos e só o irmão Leão pode lhe levar diariamente um pouco de pão e água durante a sua viagem mística ao invisível.

(Do livro Francisco de Assis, Profeta de Nosso Tempo, de N. G. Van Doornik)
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Nosso Centro Franciscano de Espiritualidade, criado por decisão dos Superiores Provinciais dos Franciscanos Capuchinhos de São Paulo depois do Capitulo Provincial de 1989, teve início em janeiro de 1990. A intenção era dar elementos de Espiritualidade Franciscana a todos os seguidores e amigos de São Francisco e Santa Clara. Começamos timidamente com alguns retiros e algumas publicações. Também fomos dando os primeiros passos para informatizar nossa biblioteca.




Nossa história é longa. Praticamente 800 anos.
Aqui está um resumo desta história, que faz parte da história e da qual hoje, ainda estamos ajudando a construir.
É importante dizer que uma Congregação surge a partir de uma necessidade da época, e sob o sopro do Espírito. Não foi diferente com a nossa Congregação.
Estudos confirmam que, por causa das guerras e cruzadas, havia um excedente de mulheres. Como esposas eram submissas, e seus maridos tinham direito de dispor sobre seus bens como lhes convinha. Eram seus tutores e a esposa, igualada a uma criada.
O senso moral da Idade Média permitia ao marido bater na mulher por motivos diversos, como, por exemplo, se desse à luz uma criança deficiente.
Esta sociedade, fortemente marcada por situações opressoras, suspirava por luz, suspirava por esperança. Aí está o sopro do Espírito.
Surge um movimento feminino de caráter religioso. Não somente como uma reação contra a opressão masculina, mas também e, sobretudo, para uma renovação religiosa da Cristandade.
Este movimento surgiu no sudoeste da França, como uma forma de vida religiosa, particular, especificamente feminina, com caráter religioso e social. Eram as Beguinas. Estes grupos de mulheres fortes, corajosas e idealistas se espalharam rapidamente, também na Alemanha. Eram grupos pequenos que se dedicavam principalmente à oração e ao cuidado dos doentes. Viviam de salários provenientes da confecção de trabalhos manuais e do cuidado prestado aos doentes.
Um destes grupos se fixou em Dillingen, pequena cidade ao longo do Danúbio, na Suábia.
Foi desse grupo que nasceu a nossa Congregação. Temos conhecimento de que eram cinco mulheres.
Por motivo de perseguição aos grupos de Beguinas em partes diversas da Alemanha, o Bispo de Augsburgo aconselhou as Beguinas de Dillingen a se filiarem a uma Ordem já existente. Nesta época, os franciscanos estavam crescendo em número e se espalhando pela Europa. Fazia pouco tempo que São Francisco havia fundado a 1ª Ordem dos frades menores; a 2ª Ordem das Clarissas e a 3ª Ordem para casais e leigos, pois muita gente queria seguir este ideal de São Francisco. Nós adotamos a Regra da Ordem Terceira, mas como consagradas.
E assim nos tornamos Franciscanas de Dillingen.
Em 1438, infelizmente, em razão de um incêndio, que não era raro acontecer naquela época e não havia meios de socorro imediato e eficiente, a casa de madeira das irmãs foi rapidamente consumida pelo fogo. O prejuízo foi grande, principalmente no que se refere a documentos do início. Perdeu-se a data da fundação e os nomes das cinco primeiras jovens fundadoras.
Um documento, adquirido na cidade prova, no entanto, que o Conde Hartmann IV, da Suábia, deixou-se influenciar pelo espírito religioso da época. Ele favoreceu a fundação de Mosteiros e Instituições Caritativas para mulheres, entre elas as nossas cinco Beguinas. Foi ele e seu filho, o Bispo Hartmann V que doaram àquelas mulheres de Dillingen uma casa com horta e prado no início de sua vida em grupo. Por isso, foram considerados os fundadores, oficializando a data da fundação para 1241.
Entre alegrias, prosperidades, partilha de dons, serviços prestados, também ocorreram perseguições, desvalorização do trabalho das irmãs, perdas, dores...
Em 1774, as nossas irmãs haviam assumido serviço dedicado ao ensino da juventude feminina de Dillingen. Esta missão colocou-as diante das necessidades locais e lhes abriu os horizontes para passos mais largos.
Com a secularização, em 1803, as irmãs foram desapropriadas de seus bens e passaram por muitas provações, privações e extrema miséria. Não perderam, no entanto, a confiança naquele que tudo provê.
No início do século XX, os rumores da 1ª Guerra Mundial inquietavam as irmãs.
A tragédia do Titanic em 1912 chamou a atenção da Europa para a América. Neste ínterim, o Abade de Colegeville, Minesota, nos Estados Unidos, pediu irmãs da nossa Congregação para prestarem serviços nos Estados Unidos. A Geral da época, Ir. Inocentia Mussak sentiu o apelo de Deus, a iluminação do Espírito para a 1ª expansão. E assim ela se expressou:
"Sim, poderíamos ter uma casa, um ramo da nossa Congregação transplantado no Novo Mundo; assim, se alguma coisa nos acontecer aqui na Alemanha, nós ainda teremos irmãs para o serviço do Reino em outra terra".
E foi assim que muitas voluntárias de garra, sabendo que talvez nunca mais voltariam à Pátria, nem reveriam seus familiares, deram seu "sim" para os Estados Unidos em 1913.
Mais tarde, em 1936, devido à pressão do Regime Nazista; o confisco dos bens; a proibição de atuarem nos diversos setores de trabalho; os rumores da 2ª Guerra Mundial, nossas irmãs são colocadas mais uma vez diante de uma janela que se abre ao novo, pois, "quando o homem fecha uma porta, Deus abre uma janela". Neste ano de 1936, os bispos brasileiros se empenharam em apoiar a abertura de escolas católicas. As beneditinas de Twitzing, cidade ao sul da Alemanha, já prestavam este serviço educacional em diversas cidades brasileiras. O Bispo de Niterói pediu a elas para abrirem uma escola em Cabo Frio. Como não dispunham de irmãs para mais uma escola, e conhecendo a situação delicada que nossas irmãs estavam vivendo em Dillingen, fizeram contato, e mais uma vez nossas Franciscanas de Dillingen aceitam expandir para a América, desta vez, na América do Sul, Brasil.
Em abril de 1937, seis irmãs corajosas, sem conhecer língua, costumes, sem dinheiro suficiente para começar, vieram para o Rio de Janeiro. E quase 02 meses depois, outras seis, foram para o Nordeste, na Paraíba.
Aqui fizeram histórias. De Cabo Frio e Rio Bonito a São João de Meriti e Duque de Caxias. O espírito missionário era grande. O idealismo, a coragem, a fé, o dinamismo e a juventude as fizeram abraçar todas as dificuldades; transpor todas as barreiras: de língua, situação financeira, proibição de contato com a terra natal e seus familiares, saudade, doença, tudo...
O amor pelo Reino fez delas, mulheres batalhadoras e corajosas, presença forte e marcante em várias cidades e estados brasileiros.
Hoje, continuamos esta história com outras dificuldades, mas também com alegrias e esperanças.
Também na Índia, temos um expressivo número de irmãs nas áreas mais pobres, desde 1976. Fazem missão pela presença solidária junto aos moradores de rua, aos doentes em Postos de Saúde, na educação e onde se faz necessário.
Sem dúvida, nesta conjuntura de mundo em que estamos vivendo, de modo particular no Brasil, na qual assistimos todos os dias acentuadas denúncias de corrupção contra as esferas diversas do poder público; na qual presenciamos diferenças sociais gritantes; gemidos de crianças famintas; corpos imundos, "gente, meu Deus", disputando lixeiras e marquises, precisamos acordar e, ainda mais, somar forças na construção de um projeto social solidário.
Estamos caminhando e, conosco, carregando um grande sonho, um sonho que não se sonha só, um sonho que aos poucos vai se tornando realidade dentro de nossas escolas, creches, trabalho com crianças e jovens carentes, idosos e pastorais diversas: este sonho é educar para valores da integridade, isto é, da solidariedade, partilha, respeito, senso crítico, participação, compromisso.


escola


Tudo começou na Alemanha, em uma pequena cidade, Dillingen, situada ao sul da Baviera, à margem esquerda do rio Danúbio. Ao redor desta pequena cidade medieval, estenderam-se campos e prados, onde o povo, que se constituía de famílias de camponeses dependentes e espalhadas numa densa rede de povoações aldeãs, exercia as suas atividades agrícolas e pecuárias.


Num contexto de Sociedade Medieval, um pequeno número de mulheres piedosas começaram a se agrupar para dedicar-se ao serviço de Deus.

1241

O Conde Hartmann IV de Dillingen e o seu filho, bispo de Augsburgo, doaram à comunidade das irmãs uma casa, nas proximidades da Igreja Paroquial.

1289

Fundação da Congregação por um grupo de jovens alemãs, tendo como norma de vida a regra de São Francisco.
Às Irmãs foi concedida, pelo Bispo de Augsburgo, a Regra da Ordem Terceira de São Francisco de Assis e neste espírito elas encontraram o verdadeiro objetivo de sua congregação.

1438

O mosteiro das Irmãs da Terceira Ordem de São Francisco enfrenta a primeira grande provação. Surpreendidas por um horrível incêndio, o Convento de Dillingen é destruído. Até a reconstrução do Mosteiro, as Irmãs experimentaram uma vida em dura pobreza.

1517

Ventos impetuosos sopraram sobre a Alemanha. Período marcado por sombras, disputas e uma onda de superficialidade e decadência religiosa. Era o vendaval da Reforma Luterana. A consciência da necessidade de renovação da vida Cristã, eclesial e religiosa, e o Espírito de Deus cresce. Ao que tudo indica, essas dificuldades serviram para um aprofundamento e estabelecimento da vida espiritual.

1618

A Alemanha estava sofrendo o flagelo da guerra – A Guerra dos Trinta Anos. Os últimos anos dessa guerra devastadora tiveram implicações na vida de nossas Irmãs. Apesar de todas as dificuldades desse século a comunidade de Dillingen cresce na sua fidelidade à sua consagração.

1768

Surgem novos projetos. O Bispo Príncipe Clemens Wenceslaus dirigiu às Irmãs Franciscanas o pedido para assumirem uma escola. A partir desta época, elas colocaram-se a serviço do ensino e da educação de meninas nas escolas oficiais do Estado da Baviera na Alemanha.

1913

A Congregação se expandiu para além-mar, começando nos Estados Unidos da América do Norte.

1937

Na Alemanha, as professoras religiosas foram bruscamente afastadas do setor educacional pelo movimento nazista. Partiram para a América do Sul, chegando ao Brasil, onde reiniciaram as suas atividades no campo educacional.

FONTE: Colegiosantoantoniorj.com.br

                    


História de São Francisco de Assis


São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182. Era filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre da Provença.  Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com ostentações. Porém, os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito menos os estudos. O que ele queria mesmo era se divertir. Porém, São Boaventura, seu contemporâneo, escreveu sobre ele: “Mas, com o auxílio divino, jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua companhia”.

Vida de São Francisco

Na juventude de Francisco, por volta de seus vinte anos, uma guerra começou entre as cidades italianas chamadas Perugia e Assis. Ele queria combater em Espoleto, entre Assis e Roma, mas caiu enfermo. Durante a doença, Francisco ouviu uma voz sobrenatural. Esta lhe pedia para ele "servir ao amor e ao Servo". Pouco a pouco, com muita oração, Francisco sentiu em seu coração a necessidade de vender seus bens e “comprar a pérola preciosa” sobre a qual ele lera no Evangelho.
Certa vez, ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele passou a fazer visitas e a servir aos doentes que sem encontravam nos hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o dinheiro que tivesse no momento.

O Chamado

Num dia simples, mas muito especial, num momento em que Francisco rezava sozinho na Igreja de São Damião, em Assis, ele sentiu que o crucifixo falava com ele,  repetindo por três vezes a frase que ficou famosa: "Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas". O santo vendeu tudo o que tinha e levou o dinheiro ao padre da Igreja de São Damião, e pediu permissão para viver com ele. Francisco tinha vinte e cinco anos.
Pedro Bernardone, ao saber o que seu filho tinha feito, foi busca-lo indignado, levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés. A mãe, porém, o libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião. Seu pai foi de novo buscá-lo. Mandou que ele voltasse para casa ou que renunciasse à sua herança. Francisco então renunciou a toda a herança e disse: "As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las". Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”.

Renúncia de São Francisco de Assis

Para reparar a Igreja de São Damião, Francisco pedia esmola em Assis. Terminado esse trabalho, começou reformar a Igreja de São Pedro. Depois, ele retirou-se para morar numa capela com o nome de Porciúncula. Ela fazia parte daabadia de Monte Subasio, cuidada pelos beneditinos. Ali o céu lhe mostrou o que realmente esperava dele.
O trecho do Evangelho da Missa daquele dia dizia: "Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias...” A estas palavras, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.

Milagres de São Francisco de Assis

Deus lhe concedeu o dom da profecia e o dos milagres. Quando Francisco pedia esmolascom o fim de restaurar a Igreja de São Damião, ele dizia: "Um dia haverá ali um convento de religiosas, em cujo nome se glorificará o Senhor e a Igreja". A profecia se confirmou cinco depois com Santa Clara e suas religiosas. Ao curar, com um beijo, o câncer que havia desfigurado o rosto de um homem, São Boaventura comentou para São Francisco de Assis: "Não se há que admirar mais o beijo do que o milagre?"

Fundação da Ordem dos Frades Menores (O.F.M.)

Francisco começou a anunciar a verdade, no ardor do Espírito de Cristo. Convidou outros a se associarem a ele na busca da perfeita santidade, insistindo para que levassem uma vida de penitência. Alguns começaram a praticar a penitência e em seguida se associaram a ele, partilhando a mesma vida. O humilde São Francisco de Assis decidiu que eles se chamariam Frades Menores.
Surgiram assim os primeiros 12 discípulos que, segundo registram alguns documentos, “foram homens de tão grande santidade que, desde os Apóstolos até hoje, não viu o mundo homens tão maravilhosos e santos”. O próprio Francisco disse em testamento: “Aqueles que vinham abraçar esta vida, distribuíam aos pobres tudo o que tinham. Contentavam-se só com uma túnica, uma corda e um par de calções, e não queriam mais nada”. Os novos apóstolos reuniram-se em torno da pequena igreja da Porciúncula, ou Santa Maria dos Anjos, que passou a ser o berço da Ordem.

A nova ordem religiosa de São Fracisco de Assis

Em 1210, quando o grupo contava com doze membros, São Francisco de Assis redigiu uma regra pequena e informal. Esta regra era, na sua maioria, os conselhos de Jesus para que possamos alcançar a perfeição. Com ela foram à Roma apresentá-la ao Sumo Pontífice. Lá, porém,relutavam em aprovar a nova comunidade. Eles achavam que o ideal de Francisco eramuito rígidoa respeito da pobreza. Por fim, porém, um cardeal afirmou: "Não podemos proibir que vivam como Cristo mandou no Evangelho".
Receberam a aprovação e voltaram a Assis, vivendo na pobreza, em oração, em santa alegria e grande fraternidade, junto a Igreja da Porciúncula. Mais tarde, Inocêncio III mandou chamar São Francisco de Assis e aprovou a regra verbalmente. Logo em seguida o papa impôs a eles o corte dos cabelos, e lhes enviou em missão de pregarem a penitência.

São Francisco de Assis, um exemplo de vida

São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.
A santidade de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma jovem, filha do Conde de SassoRosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual. Nascia assim a Ordem Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.

Sabedoria divina

Certa vez, São Francisco de Assis, sentindo-se fortemente tentado pela impureza, deitou-se sem roupas sobre a neve. Outra vez, num momento de tentação ainda mais violenta, ele rolou sobre espinhos para não pecar e vencer suas inclinações carnais.
Sua humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas na convicção de que "ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais". Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismo.
Uma vez contaram-lhe que um dos irmãos amava tanto o silêncio que até quando ia se confessar, fazia-o por sinais. São Francisco respondeu desgostoso:"Isso não procede do Espírito de Deus, mas sim do demônio; é uma tentação e não um ato de virtude". Francisco tinha o dom da sabedoria. Certa vez, um frade lhe pediu permissão para estudar. Francisco respondeu que, se o frade repetisse com amor e devoção a oração "Glória ao Pai", se tornaria sábio aos olhos de Deus. Ele mesmo, Francisco, era um grande exemplo da sabedoria dessa maneira adquirida.

São Francisco de Assis e os animais

A proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden.

Os estigmas de São Franscisco de Assis

Dois anos antes de sua morte, tendo Francisco ido ao Monte Alverne em companhia de alguns de seus frades mais íntimos, pôs-se em oração fervorosa e foi objeto de uma graça insigne.
Na figura de um serafim de seis asas apareceu-lhe Nosso Senhor crucificado que, depois de entreter-se com ele em doce colóquio, partiu deixando-lhe impressos no corpo os sagrados estigmas da Paixão. Assim, esse discípulo de Cristo, que tanto desejara assemelhar-se a Ele, obteve mais este traço de similitude com o Divino Salvador.

Devoção a São Francisco de Assis

No verão de 1225, Francisco esteve tão enfermo, que o cardeal Ugolino e o irmão Elias o levaram ao médico do Papa, em Rieti. São Francisco de Assis perguntou a verdade e lhe dissessem que lhe restava apenas umas semanas de vida. "Bem vinda, irmã Morte!", exclamou o santo.
Em seguida pediu para ser levado à Porciúncula. Morreu no dia três de outubro de 1226, com menos de 45 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor. Ele queria ser sepultado no cemitério dos criminosos, mas seus irmãos o levaram em solene procissão à Igreja de São Jorge, em Assis.
Ali esteve depositado até dois anos depois da canonização. Em 1230, foi secretamente trasladado à grande basílica construída pelo irmão Elias. Ele foi canonizado apenas dois anos depois da morte, em 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa é celebrada em 04 de outubro.

Oração a São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.


FONTE: Cruzterrasanta.com.br

SÃO FRANCISCO DE ASSIS FILME COMPLETO DUBLADO EM PORTUGUES




Doce é Sentir - Andrea Bocelli

Irmão Sol - Irmã Lua | Fratello Sole, Sorella Luna Legendado


 

Franciscanos: Especial Trânsito de São Francisco de Assis