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Padre Paulo Ricardo: A Origem Da Comunhão Na Mão (A Rebelião Dos Padres) 




O que é a Cúria Romana




A Igreja oriental, também conhecida como Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, tem como uma de suas características o não reconhecimento da autoridade papal, ou seja, somente por essa particularidade - existem outras - percebe-se que a Igreja Ortodoxa não está em comunhão plena com a Igreja Católica Apostólica Romana. O Código de Direito Canônico normatiza essa conduta no Cânon 844:

"§ 2. Sempre que a necessidade o exigir ou verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, e contanto que se evite o perigo de erro ou indiferentismo, é lícito aos fiéis, a quem for física ou moralmente impossível dirigir-se a um ministro católico, receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos enfermos das mãos de ministros não-católicos, em cuja Igreja esses sacramentos são válidos."

Assim, é possível receber os sacramentos em outra Igreja, desde que eles sejam válidos, para isso, é preciso existir a sucessão apostólica. Desta forma, esse mesmo princípio não pode ser aplicado aos sacramentos recebidos em igrejas evangélicas porque nelas não existe a validade do sacramento.

E preciso considerar ainda que, para receber os sacramentos em Igreja Ortodoxa deve existir uma impossibilidade física ou moral de o fiel comparecer em uma Igreja Católica Apostólica Romana.

O Código contempla ainda a possibilidade de pessoas não-católicas receberem os sacramentos:

"§ 3. Os ministros católicos administram licitamente os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos enfermos aos membros das Igrejas orientais que não tem plena comunhão com a Igreja católica, se eles o pedirem espontaneamente e se estiverem devidamente preparados; vale o mesmo para os membros de outras Igrejas que, a juízo a Sé Apostólica no que se refere aos sacramentos, se acham nas mesmas condições que as referidas Igrejas orientais."

Para os protestantes a regra é outra: ele deve estar em perigo de morte e, além disso, deverá também manifestar espontaneamente o desejo de receber os sacramentos, professando sua fé na validade e eficácia destes. Nesse caso, tais pessoas deixariam de ser protestantes, professando, diante do perigo de morte iminente, a fé católica.

"A Igreja de Cristo, cuidadosa e cauta guardiã dos dogmas que lhe foram confiados, jamais os altera; em nada os diminui, em nada lhes adiciona; não a priva do que é necessário, nem lhe acrescenta o que é supérfluo; não perde o que é seu, nem se apropria do que pertence aos outros, mas com todo o zelo, recorrendo com fidelidade e sabedoria aos antigos dogmas, tem como único desejo aperfeiçoar e purificar aqueles que antigamente receberam uma primeira forma e esboço, consolidar e reforçar aqueles que já foram evidenciados e desenvolvidos, salvaguardar aqueles que já foram confirmados e definidos." (São Vicente de Lerins, Commonitorium, XXIII)
 
 

Padre Paulo Ricardo, por meio do Catecismo da Igreja Católica, explica como o ser humano é formado em sua totalidade e onde se localiza o que Santo Agostinho chamava de "interior intimo meo".




"Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na oração do Senhor". Esta afirmação ousada de Santo Agostinho reflete a importância e a amplitude da oração do Pai-Nosso, tema abordado pelo Padre Paulo Ricardo em mais este Resposta Católica.

Muitas vezes, os cristãos se dispõem a interceder pela conversão de alguém que se encontra numa situação de pecado ou se destruindo por um vício. Surge, porém, uma dúvida: quem recebe uma oração de intercessão tem a sua liberdade destruída?

A resposta católica de hoje tenta mostrar a relação existente entre a ação de Deus e a liberdade de uma pessoa que é alvo de uma oração de intercessão.

No dia de hoje somos chamados a olhar para o Cristo Crucificado. Dia em que o próprio Deus se entrega e morre por amor a nós.

"E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz."

 
Tríduo Pascal - Quinta-feira Santa 


A Semana Santa é o ápice da vida cristã. É o tempo da conversão, da graça, por excelência. E, para vivê-la melhor, Padre Paulo Ricardo propõe alguns textos para reflexão, retirados da Liturgia da Páscoa. É o Tríduo Pascal meditado e explicado para ser vivido intensa e profundamente.
 
 

Erroneamente, muitas pessoas acreditam que o Concílio Vaticano II inaugurou uma nova era na Igreja Católica e que, dentro dessa nova mentalidade trazida por ele, o latim teria sido abolido.

Muitos dizem, inclusive, que João Paulo II e seu antecessor, deixaram de lado o uso do latim e que o Papa Bento XVI quer agora voltar atrás. Todas essas afirmações não são verdadeiras. Muitos citam o CVII sem ao menos terem lido os seus documentos, criando-se assim uma expectativa que não corresponde à realidade. Em primeiro lugar, portanto, é preciso ir às fontes, ou seja, ler e entender o que dizem os documentos e o que o Papa Bento XVI pensa, de fato, por meio de seus escritos.

O CVII publicou um documento importantíssimo específico sobre a Sagrada Liturgia, intitulado Sacrosanctum Concilium, que em seu artigo 36, parágrafo 1º, diz:

36. § 1. Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular.
Ora, da expressão "deve-se conservar" infere-se que não houve ruptura de nada e que aquilo que já existia deve ser "mantido". Ou seja, é preciso continuar fazendo aquilo que a Igreja fez ao longo de dois mil anos: usar o latim na liturgia.

Mas, então, o que foi que o CVII fez efetivamente? Qual foi a mudança que ele trouxe? O parágrafo seguinte é que responde:

36. § 2. Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.

Esta foi a mudança proposta pelo Concílio Vaticano II: que a língua vernácula ocupe um lugar mais "amplo" dentro da liturgia, mas, em nenhum momento, que ela ocupe "toda" a sagrada liturgia. O texto, nele mesmo, é muitíssimo claro. Portanto, não é verdade que o CVII jogou fora o latim e que seu uso foi proibido. Ainda no documento do CVII, Sacrosantum Concilium, vê-se que:

"54. A língua vernácula pode dar-se, nas missas celebradas com o povo, um lugar conveniente, sobretudo nas leituras e na «oração comum» e, segundo as diversas circunstâncias dos lugares, nas partes que pertencem ao povo, conforme o estabelecido no art. 36 desta Constituição.

Tomem-se providências para que os fiéis possam rezar ou cantar, mesmo em latim, as partes do Ordinário da missa que lhes competem."

Ora, pelo que se vê, não procede a acusação de que o CVII aboliu o uso do latim. O que se percebe é que em algumas partes da missa é possível utilizar a língua vernácula (português) e que, em outras, deve ser utilizado o latim, tomando o cuidado de se ensinar ao povo o que ele deve responder e como.

O Papa Bento XVI, em sua sabedoria, diz que é preciso que o CVII seja visto em seu lugar original, ou seja, ele é o XXIII Concílio Ecumênico da Igreja Católica e deve ser lido em consonância com todos os outros anteriores a ele, na chamada "hermenêutica da continuidade".

Não como se ele fosse o primeiro de uma nova era e que a Igreja tivesse se tornado outra ou rompido com a antiga. Não. A Igreja é uma só desde sempre e é de suma importância manter a tradição, repetindo na Sagrada Liturgia as palavras pelas quais tantos santos e santas deram a vida para defender.

A Semana Santa é o ápice da vida cristã. É o tempo da conversão, da graça, por excelência. E, para vivê-la melhor, Padre Paulo Ricardo propõe alguns textos para reflexão, retirados da Liturgia da Páscoa. É o Tríduo Pascal meditado e explicado para ser vivido intensa e profundamente.

Catecismo main 10

Catecismo da Igreja Católica - Credo Apostólico


O inferno

 
 

Numa época em que a evangelização é urgente e necessária dentro e fora da Igreja. Recorrer à uma espiritualidade cristocêntrica, que proponha a ruptura com o mundo e a conversão a Deus pode ser a atitude mais apropriada. Assim, o livro "A Imitação de Cristo" não só vale a pena ser lido, mas deveria ser o livro de cabeceira de todo católico. Conheça sua história e suas particularidades neste Resposta Católica.


A razão básica pela qual a Igreja fala de penitência está no amor. E, já que o homem está marcado pelo pecado original, só é possível que ele cresça no amor crucificando, pela vida ascética, o seu "homem velho", a fim de dar à luz o "homem novo" em Cristo.