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42. Os gestos e atitudes corporais, tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do povo, visam conseguir que toda a celebração brilhe pela beleza e nobre simplicidade, que se compreenda a significação verdadeira e plena das suas diversas partes e que se facilite a participação de todos[1]. Para isso deve atender-se ao que está definido pelas leis litúrgicas e pela tradição do Rito Romano, e ao que concorre para o bem comum espiritual do povo de Deus, mais do que à inclinação e arbítrio de cada um.
A atitude comum do corpo, que todos os participantes na celebração devem observar, é sinal de unidade dos membros da comunidade cristã reunidos para a sagrada Liturgia: exprime e favorece os sentimentos e a atitude interior dos presentes[2].
43. Os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração colecta, inclusive; durante o cântico do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; e desde o invitatório “Orai, irmãos”, antes da oração sobre as oblatas, até ao fim da Missa, excepto nos momentos adiante indicados.
Estão sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e durante a preparação dos dons ao ofertório; e, se for oportuno, durante o silêncio sagrado depois da Comunhão.
Estão de joelhos durante a consagração, excepto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração.
Compete, todavia, às Conferências Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa[3]. Atenda-se, porém, a que estejam de acordo com o sentido e o carácter de cada uma das partes da celebração. Onde for costume que o povo permaneça de joelhos desde o fim da aclamação do Sanctus até ao fim da Oração eucarística, é bom que este se mantenha.
Para se conseguir a uniformidade nos gestos e atitudes do corpo na celebração, os fiéis devem obedecer às indicações que, no decurso da mesma, lhes forem dadas pelo diácono, por um ministro leigo ou pelo sacerdote, de acordo com o que está estabelecido nos livros litúrgicos.
44. Entre os gestos contam-se também: as acções e as procissões do sacerdote ao dirigir-se para o altar com o diácono e os ministros; do diácono, antes da proclamação do Evangelho, ao levar o Evangeliário ou Livro dos evangelhos para o ambão; dos fiéis ao levarem os dons e ao aproximarem-se para a Comunhão. Convém que estas acções e procissões se realizem com decoro, enquanto se executam os cânticos respectivos, segundo as normas estabelecidas para cada caso.
[1] Cf. II Conc. do Vaticano, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, 34; cf. também Ibidem, 21.
[2] Cf. II Conc. do Vaticano, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, 30.
[3] Cf. Ibidem, 40; Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Instr. Varietates legitimae, 25 de Janeiro 1994, 41: AAS 87 (1995) 304.
FONTE: Liturgia.pt
Segue (abaixo da assinatura) uma abordagem simples, descomplicada e bastante elucidativa, cuja íntegra encontra-se no site:
http://geocities.yahoo.com.br/melquita/listaigrejas.htm
A Igreja católica é uma reunião de 6 ritos, que se subdividem em 23 igrejas. Todas essas igrejas são "sui juris", ou seja, igrejas autônomas. A Igreja que geralmente se conhece no Brasil, a igreja latina romana, é apenas uma das vinte e três. Todas essas igrejas são iguais, nenhuma é "mais católica" que a outra. E todas essas igrejas reconhecem o primado do Sumo Pontífice João Paulo II. Trata-se de uma unidade na diversidade.
Essas igrejas se dividem em seis grandes ritos, listados abaixo.
Aqui está a lista das igrejas católicas:
1 - Rito latino:
Igreja Católica Apostólica Romana (*)
Observe-se que dentro da igreja romana existem quatro ritos, que não se constituem em igrejas.
- Rito Latino Romano ; é o que conhecemos no Brasil;
- Rito Ambrosiano ; utilizado na Arquidiocese de Milão, teve sua origem em Santo Ambrósio, mentor de Santo Agostinho;
- Rito Moçárabe, oriundo dos árabes convertidos ao cristianismo na Espanha durante a reconquista. Durante muito tempo foi usado apenas numa capela da catedral de Toledo, a diocese primaz da Espanha, e mais nove paróquias. Desde 1993 pode ser usado em todo o território do país..
- Rito Galicano ou Lionês - utilizado na Arquidiocese de Lyon, primaz da França.
Ultimamente se tem desenvolvido um uso anglicano, não ainda um rito, para acomodar os anglicanos que se converteram recentemente ao catolicismo. Trata-se de uma forma modificada do rito anglicano.
2 - Rito Bizantino
Igreja Greco-Melquita Católica (*) ; Ver endereço no Brasil Igreja Grega Católica
Igreja Ucraniana Católica (*) - Ver endereço no Brasil
Igreja Rutena Católica
Igreja Eslovaca Católica
Igreja Búlgara Católica
Igreja Iugoslava Católica
Igreja Húngara Católica
Igreja Romena Católica
Igreja Ítalo-albanesa Católica (*) - Ver endereço no Brasil
Igreja Georgiana Católica
Comunidade Russa Católica (*) - Ver endereço no Brasil
Comunidade Albanesa Católica
Comunidade Bielorrussa Católica
Igreja Ucraniana Católica (*) - Ver endereço no Brasil
Igreja Rutena Católica
Igreja Eslovaca Católica
Igreja Búlgara Católica
Igreja Iugoslava Católica
Igreja Húngara Católica
Igreja Romena Católica
Igreja Ítalo-albanesa Católica (*) - Ver endereço no Brasil
Igreja Georgiana Católica
Comunidade Russa Católica (*) - Ver endereço no Brasil
Comunidade Albanesa Católica
Comunidade Bielorrussa Católica
3 - Rito Armênio
Igreja Armênia Católica (*) - Ver endereço no Brasil
4 - Rito Antioqueno
Igreja Siríaca Católica (*) - Ver endereço no Brasil
Igreja Maronita (*) - Ver endereço no Brasil
Igreja Siríaca Malankar Católica
Igreja Maronita (*) - Ver endereço no Brasil
Igreja Siríaca Malankar Católica
5 - Rito Caldeu
Igreja Caldeana Católica
Igreja Siríaca Malabar Católica
Igreja Siríaca Malabar Católica
6 - Rito Alexandrino
Igreja Copta Católica
Igreja Etíope Católica
Igreja Etíope Católica
(*) Presentes no Brasil
Fontes: KHATLAB, Roberto. As Igrejas Orientais, católicas e ortodoxas, tradições vivas. São Paulo: Ave Maria edições, 1997. 256p.
The Eastern Catholic Pastoral Association of Southern California. The one church
FONTE: Exsurge.com.br
Urbi et Orbi significa "à cidade de Roma e ao mundo" em português, e é um termo oriundo do latim. Urbi et Orbi era a abertura de pronunciamentos romanos e atualmente é como é denominado a benção de Páscoa e Natal, onde o Papa se dirige ao público em geral na Praça de São Pedro, na Itália.
Urbi et Orbi é uma benção dada pelo Papa aos fiéis, e é costume do Pontífice realizá-la em diversos idiomas, demonstrando a universalidade da Igreja, na última vez que proferiu sua palavra, a fez em 63 línguas. A benção é feita da varanda central da Basílica de São Pedro, que é decorada com cortinas e o trono do Papa colocado lá. O motivo mais importante da bênção é que ela concede uma penitência e uma indulgência plenária aos fiéis, apenas para aqueles que se confessaram, receberam a comunhão e não caíram em nenhum pecado mortal.
Benção do Papa em Português
Que os Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em cujo poder e autoridade temos confiança, intercedam por nós junto ao Senhor.R / Amém.
Que por meio das orações e dos méritos da Santíssima Virgem Maria, de São Miguel Arcanjo, de São João Batista, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, Deus todo-poderoso tenha misericórdia de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza à vida eterna em Jesus Cristo.
R / Amém.
Que o Senhor Todo Poderoso e misericordioso vos conceda indulgência, absolvição, e remissão de todos os vossos pecados, em tempo para uma verdadeira e frutuosa penitência, sempre com coração contrito, e a benção da vida, a graça, a consolação do Espírito Santo e perseverança final nas boas obras.
R / Amém.
E que a bênção de Deus Todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça sempre.
R / Amém.
FONTE: Significados.com.br
Erroneamente, muitas pessoas acreditam que o Concílio Vaticano II inaugurou uma nova era na Igreja Católica e que, dentro dessa nova mentalidade trazida por ele, o latim teria sido abolido.
Muitos dizem, inclusive, que João Paulo II e seu antecessor, deixaram de lado o uso do latim e que o Papa Bento XVI quer agora voltar atrás. Todas essas afirmações não são verdadeiras. Muitos citam o CVII sem ao menos terem lido os seus documentos, criando-se assim uma expectativa que não corresponde à realidade. Em primeiro lugar, portanto, é preciso ir às fontes, ou seja, ler e entender o que dizem os documentos e o que o Papa Bento XVI pensa, de fato, por meio de seus escritos.
O CVII publicou um documento importantíssimo específico sobre a Sagrada Liturgia, intitulado Sacrosanctum Concilium, que em seu artigo 36, parágrafo 1º, diz:
36. § 1. Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular.
Ora, da expressão "deve-se conservar" infere-se que não houve ruptura de nada e que aquilo que já existia deve ser "mantido". Ou seja, é preciso continuar fazendo aquilo que a Igreja fez ao longo de dois mil anos: usar o latim na liturgia.
Mas, então, o que foi que o CVII fez efetivamente? Qual foi a mudança que ele trouxe? O parágrafo seguinte é que responde:
36. § 2. Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.
Esta foi a mudança proposta pelo Concílio Vaticano II: que a língua vernácula ocupe um lugar mais "amplo" dentro da liturgia, mas, em nenhum momento, que ela ocupe "toda" a sagrada liturgia. O texto, nele mesmo, é muitíssimo claro. Portanto, não é verdade que o CVII jogou fora o latim e que seu uso foi proibido. Ainda no documento do CVII, Sacrosantum Concilium, vê-se que:
"54. A língua vernácula pode dar-se, nas missas celebradas com o povo, um lugar conveniente, sobretudo nas leituras e na «oração comum» e, segundo as diversas circunstâncias dos lugares, nas partes que pertencem ao povo, conforme o estabelecido no art. 36 desta Constituição.
Tomem-se providências para que os fiéis possam rezar ou cantar, mesmo em latim, as partes do Ordinário da missa que lhes competem."
Ora, pelo que se vê, não procede a acusação de que o CVII aboliu o uso do latim. O que se percebe é que em algumas partes da missa é possível utilizar a língua vernácula (português) e que, em outras, deve ser utilizado o latim, tomando o cuidado de se ensinar ao povo o que ele deve responder e como.
O Papa Bento XVI, em sua sabedoria, diz que é preciso que o CVII seja visto em seu lugar original, ou seja, ele é o XXIII Concílio Ecumênico da Igreja Católica e deve ser lido em consonância com todos os outros anteriores a ele, na chamada "hermenêutica da continuidade".
Não como se ele fosse o primeiro de uma nova era e que a Igreja tivesse se tornado outra ou rompido com a antiga. Não. A Igreja é uma só desde sempre e é de suma importância manter a tradição, repetindo na Sagrada Liturgia as palavras pelas quais tantos santos e santas deram a vida para defender.
[...] No cristianismo, o rito litúrgico tem um sentido profundo, santíssimo e bem claro: na força do Espírito Santo, aqueles gestos, palavras e símbolos tornam realmente presente o mistério da nossa redenção: colocam no PRESENTE da nossa existência com toda a sua força salvadora os santos mistérios salvíficos ocorridos no PASSADO e já nos antecipa a plenitude da salvação que se manifestará sem véus nem limitações no FUTURO.
Portanto, na Liturgia cristã não há cerimônias; há ritos sagrados; não há coreografias, há gestos salvíficos.[...](Trecho do texto de Dom Henrique Soares da costa, retirado do site Salvem a Liturgia!)
A partir de hoje começaremos uma série de posts relacionados aos Ritos
da Sagrada Liturgia. Hoje, além da Igreja Católica Apostólica Romana, há
outras Igrejas que estão em plena comunhão com o Papa e a Igreja de
Roma, cujo clero e membros são plenamente Católicos. Os ritos que
compõem suas Liturgias são tão válidos e como Rito Romano.
Quando dizemos em nosso credo "...creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica...", estamos afirmando os quatro principais aspectos da Igreja de Cristo, o que mostra a dignidade da Fé Católica que, mesmo com diferentes liturgias, essas Igrejas mantêm aquilo que é essencial: a integridade da Fé Católica e a obediência ao Sumo Pontífice. Ao falarmos dos Ritos, podemos fazer duas divisões: os Ritos Orientais e os Ritos Ocidentais.
Quando dizemos em nosso credo "...creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica...", estamos afirmando os quatro principais aspectos da Igreja de Cristo, o que mostra a dignidade da Fé Católica que, mesmo com diferentes liturgias, essas Igrejas mantêm aquilo que é essencial: a integridade da Fé Católica e a obediência ao Sumo Pontífice. Ao falarmos dos Ritos, podemos fazer duas divisões: os Ritos Orientais e os Ritos Ocidentais.
As Igrejas de Rito Oriental são chamadas também de sui juris,
o que significa que são Igrejas particulares, ou autônomas, totalizando
vinte e duas. Podemos dizer que se diferenciam quanto à ênfase
teológica, às formas de liturgia, à piedade popular, à disciplina
canônica e à terminologia. Apesar disso, essas Igrejas reconhecem a
função central do Sumo Pontífice, o Papa, sua infalibilidade magisterial
e sua suprema autoridade. Treze Igrejas Orientais são governadas por
hierarcas e por seus sínodos, sendo esses: seis Patriarcas, quatro Arcebispos Maiores, três Arcebispos Metropolitas. As nove Igrejas restantes são governadas por um ou mais eparcas, administradores apostólicos, exarcas ou por outros prelados. Lembrando que todos os hierarcas (em todos os títulos citados) são reconhecidos e/ ou indicados pelo Papa.
![]() |
| Patriarcas Orientais Católicos na Missa de Abertura do Ano da Fé, na Praça de São Pedro |
Os principais Ritos Litúrgicos Orientais são: o Bizantino, o Antioqueno, o Alexandrino, o Caldeu e o Armênio. Abaixo, uma listagem dos Ritos e as Igrejas que o utilizam.
Rito Bizantino
- Igreja Greco-Católica Melquita- Igreja Católica Bizantina Grega
- Igreja Greco-Católica Ucraniana
- Igreja Católica Bizantina Rutena
- Igreja Católica Bizantina Eslovaca
- Igreja Católica Búlgara
- Igreja Greco-Católica Croata
- Igreja Greco-Católica Macedónica
- Igreja Católica Bizantina Húngara
- Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma
- Igreja Católica Ítalo-Albanesa
- Igreja Católica Bizantina Russa
- Igreja Católica Bizantina Albanesa
- Igreja Católica Bizantina Bielorrussa
Rito Antioqueno
- Igreja Maronita- Igreja Católica Siro-Malancar
- Igreja Católica Siríaca
Rito Caldeu
- Igreja Caldeia- Igreja Católica Siro-Malabar
Rito Armênio
- Igreja Católica ArmêniaRito Alexandrino
- Igreja Católica Copta- Igreja Católica Etíope
As Igrejas de Rito Ocidental formam a Igreja Católica de Rito
Latino, é a maior em número de fiéis, cerca de 98% dos católicos. O Rito
Romano é o predominante (porém há outros seis, citados abaixo) e seu
governante é o Bispo de Roma, que é simultaneamente o Papa.
Ritos Ocidentais – Igreja Católica Latina
- Rito Ambrosiano- Rito Bracarense
- Rito Galicano
- Rito Moçárabe
- Rito dos Cartuxos
- Uso Anglicano
- Rito Romano (também na forma ordinária ou extraordinária – Missa Tridentina)
O intuito de nosso blog é expressar toda forma de liturgia do Rito
Romano, na forma ordinária. Toda a nossa ênfase se dará nos textos da
Instrução Geral do Missal Romano e todas as suas rubricas, bem como as
Encíclicas Papais e os demais livros litúrgicos. Esperamos que todos
possam gostar das leituras, pois agora que já explicamos as divisões e
diferenças existentes, ficará mais fácil de entender sobre o que
falamos. Na próxima semana, começaremos a discutir sobre as partes do
Rito da Missa. Vamos a cada semana falar sobre cada uma das partes:
Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Eucarística e os Ritos
Finais.
A
Semana Santa é o ápice da vida cristã. É o tempo da conversão, da graça,
por excelência. E, para vivê-la melhor, Padre Paulo Ricardo propõe
alguns textos para reflexão, retirados da Liturgia da Páscoa. É o Tríduo
Pascal meditado e explicado para ser vivido intensa e profundamente.
A expressão “ritos litúrgicos” está
intimamente ligada ao conceito de Liturgia, visto referem-se às diversas
formas de celebração do culto a Deus, por meio da Liturgia, os quais
podem variar de acordo com fatores como a língua, a etnia, o país, a
cultura dos povos, e muitos outros, conforme já observado.
Existem, basicamente, duas espécies de ritos litúrgicos: os ritos latinos e os ritos orientais.
A Santa Igreja Católica Apostólica Romana tem, por exemplo, como rito, o romano, o qual faz parte dos ritos litúrgicos latinos.
Tais ritos litúrgicos (latinos)
originaram-se na Europa Ocidental e Norte da África, em países que em
sua maioria tinham como língua o latim, em contrapartida aos ritos
litúrgicos orientais, os quais se originaram na Europa Oriental e
Oriente Médio.
Os ritos litúrgicos latinos são:
- o rito romano: utilizado
na Igreja de Roma, é o mais conhecido e utilizado na Igreja Católica em
todo o mundo, o qual segue uma espécie de “manual”, o Missal Romano;
- o rito ambrosiano: atribuído a Santo Ambrósio, é também chamado de “rito milanês”, por ser utilizado nas Dioceses de Milão e Lodi, na Itália;
- o rito galicano: rito utilizado na Gália (França) do século IV a VIII, mas que ainda subsiste em algumas partes daquele país;
- o rito dos Cartuxos:
rito utilizado pela Ordem dos Cartuxos (ordem religiosa semi-eremítica
fundada por São Bruno e outros seis companheiros, em 1084);
- o rito bracarense: rito
semelhante ao romano, mas utilizado na Arquidiocese de Braga, em
Portugal, por concessão de diversas Bulas Papais e por decisão do Sínodo
de 1918;
- o rito moçárabe:
também chamado de rito hispano-moçárabe, foi criado e praticado pelos
primeiros cristãos hispânicos ou ibéricos, que estavam ainda sob o
domínio de Roma. É ainda utilizado na Catedral de Toledo, na Espanha.
Diversos, porém, são os ritos litúrgicos orientais católicos, os quais foram objeto do Decreto Orientalium ecclesiarum do Concílio Vaticano II [1], o qual dispôs que:
Tais igrejas
particulares, tanto do Oriente como do Ocidente, embora difiram
parcialmente entre si em virtude dos ritos, isto é, pela liturgia,
disciplina eclesiástica e patrimônio espiritual, são, todavia, de igual
modo confiadas o governo pastoral do Pontífice Romano, que por
instituição divina sucede ao bem-aventurado Pedro no primado sobre a
Igreja universal. Por isso, elas gozam de dignidade igual, de modo que
nenhuma delas precede as outras em razão do rito; gozam dos mesmos
direitos e têm as mesmas obrigações, mesmo no que diz respeito à
pregação do Evangelho em todo o mundo (cf. Mc 16, 15), sob a direção do
Pontífice Romano.
Estes ritos (orientais), não diferem,
pois, em matéria de fé, dos demais ritos latinos, mas apenas no que diz
respeito á tradição, usos e costumes, e são assim dispostos entre as
diversas Igrejas Católicas Orientais, de acordo com o Anuário Pontifício
da Santa Sé:
- Tradição Litúrgica Alexandrina:
- Igreja Católica Copta (1741);
- Igreja Católica Etíope (1846).
- Tradição Litúrgica de Antioquia:
- Rito litúrgico maronita:
- Igreja Maronita (1182).
- Rito litúrgico siríaco:
- Igreja Católica Siro-Malancar (1930);
- Igreja Católica Siríaca (1781).
- Tradição Litúrgica Armênia:
- Igreja Católica Armênia (1742).
- Tradição Litúrgica Caldeia (ou Siríaca Oriental):
- Igreja Católica Caldeia (1692);
- Igreja Católica Siro-Malabar (1599).
- Tradição Litúrgica Bizantina:
- Igreja Greco-Católica Melquita (1726);
- Igreja Católica Bizantina Grega (1829);
- Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595);
- Igreja Católica Bizantina Rutena (1646);
- Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646);
- Igreja Católica Búlgara (1861);
- Igreja Greco-Católica Croata (1646);
- Igreja Greco-Católica Macedônica (1918);
- Igreja Católica Bizantina Húngara (1646);
- Igreja Greco-Católica Romena (1697);
- Igreja Católica Ítalo-Albanesa;
- Igreja Católica Bizantina Russa (1905);
- Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628);
- Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596).
Vale ressaltar, entretanto, que, mesmo
estando sob a hierarquia do Sumo Pontífice, tais Igrejas Católicas de
rito oriental têm estruturas organizacionais as mais diversas, face à
sua condição sui generis [2]. Desta feita:
- as Igrejas Católicas Copta, Siríaca,
Greco-Católica Melquita, Maronita, Caldeia e Armênia são governadas por
Patriarcas, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois
reconhecidos pelo Papa;
- as Igrejas Greco-Católica Ucraniana,
Siro-Malabar, Siro-Malancar e Greco-Católica Romena são governadas por
Arcebispos Maiores, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois, ao
contrário dos Patriarcas, necessitam da aprovação do Papa;
- as Igrejas Etíope, Bizantina
Eslovaca e Bizantina Rutena são governadas por Arcebispos Metropolitas,
os quais são eleitos da seguinte maneira: os seus Concílios de Hierarcas escolhem três candidatos, sendo apenas um deles escolhido e nomeado pelo Papa;
- as demais Igrejas são governadas por um
ou mais Eparcas, administradores apostólicos, Exarcas ou por
outros prelados, todos estes diretamente nomeados e supervisionados pelo
Papa, por não existirem sínodos nem concílios de hierarcas.
Contudo, detenhamo-nos mais oportunamente
no rito latino romano, por ser este o mais utilizado na Igreja Católica
no mundo inteiro, inclusive no Brasil, nas celebrações da Santa Missa,
dos demais sacramentos, do Ofício Divino e demais celebrações
litúrgicas.
Dentro do rito romano existem duas formas de celebração da Santa Missa:
- a Ordinária: é
a Missa que praticamente todo o povo conhece, em vernáculo e com o
altar como uma mesa, em torno da qual celebrante e povo (fiéis) se
reúnem. O sacerdote fica, pois, de frente para o povo (Versus populum). Tal forma é fruto do Concílio Vaticano II, e foi instituída com o advento da Constituição Sacrosanctum Concilium [3] sobre a Sagrada Liturgia, que teve como consequência a revisão do Missal Romano, em 3 de abril de 1963, com a promulgação do Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Œcumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum;
- a Extraordinária: também chamada de Missa Tridentina (gentílico de Trento, na Itália), rito antigo, rito tradicional, Missa de sempre, “usus antiquior” (uso antigo), e “forma antiquior” (forma antiga). Ainda é celebrada em latim, de acordo com o rito do Missal aprovado pela Bula Papal Quo Primum Tempore,
de autoria do Papa Pio V, datada de 1570. O celebrante posiciona-se
entre o povo e o altar, ficando, pois, de frente para Deus (Versus Deum).
Diversamente do que afirmam alguns, na
Missa Tridentina o celebrante não está de costas para o povo, mas ambos
(sacerdote e povo de Deus) estão de frente para o altar, em louvor e
adoração.
Isto não diminui ou aumenta o valor,
tanto da Missa ordinária quanto da Missa Tridentina, pois não existe
Missa antiga e Missa nova, mas apenas “O Sacrifício Cruento da Cruz de
Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Tais Missas não constituem ritos diferentes, mas “formas diferentes do mesmo rito” [4], e que, por meio do Motu Proprio Summorum Pontificum
o Papa Bento XVI regulamentou a possibilidade do uso da liturgia
tridentina, nas seguintes condições: no rito romano nas missas privadas
celebradas sem o povo, os padres podem usar livremente a liturgia
tridentina [5]; ela também pode ser usada publicamente em paróquias, se houver um grupo estável de fiéis (coetus fidelium) que a assista [6].
Conforme dito anteriormente, o Concílio Vaticano II (que se deu de 1962 a 1965), na constituição Sacrosanctum Concilium, mandou rever o rito da Santa Missa, assim como os livros litúrgicos, segundo os princípios enunciados na mesma constituição.
Tal ordem [7] foi executada por
um grupo de especialistas em Liturgia, Bíblia e Teologia, nomeados
pelo Papa Paulo VI, o qual promulgou, em 1969, o novo Ordo Missae
(“Ordinário da Missa”, parte invariável de todas as celebrações da
missa) e em 1970 o novo Missal Romano, o qual teve, até hoje, três
edições, em 1970, 1975 e 2002.
FONTE: Domvob.wordpress.com
Saudações, caríssimos! Pax Domini! Na
seção de Liturgia de hoje, vamos falar um pouco dos Ritos Litúrgicos.
Essa riquíssima fonte de devoção do povo de Deus!
A expressão “ritos litúrgicos” está
intimamente ligada ao conceito de Liturgia, visto referem-se às diversas
formas de celebração do culto a Deus, por meio da Liturgia, os quais
podem variar de acordo com fatores como a língua, a etnia, o país, a
cultura dos povos, e muitos outros, conforme já observado.
Existem, basicamente, duas espécies de ritos litúrgicos: os ritos latinos e os ritos orientais.
A Santa Igreja Católica Apostólica Romana tem, por exemplo, como rito, o romano, o qual faz parte dos ritos litúrgicos latinos.
Tais ritos litúrgicos (latinos)
originaram-se na Europa Ocidental e Norte da África, em países que em
sua maioria tinham como língua o latim, em contrapartida aos ritos
litúrgicos orientais, os quais se originaram na Europa Oriental e
Oriente Médio.
Os ritos litúrgicos latinos são:
- o rito romano: utilizado
na Igreja de Roma, é o mais conhecido e utilizado na Igreja Católica em
todo o mundo, o qual segue uma espécie de “manual”, o Missal Romano;
- o rito ambrosiano: atribuído a Santo Ambrósio, é também chamado de “rito milanês”, por ser utilizado nas Dioceses de Milão e Lodi, na Itália;
- o rito galicano: rito utilizado na Gália (França) do século IV a VIII, mas que ainda subsiste em algumas partes daquele país;
- o rito dos Cartuxos:
rito utilizado pela Ordem dos Cartuxos (ordem religiosa semi-eremítica
fundada por São Bruno e outros seis companheiros, em 1084);
- o rito bracarense: rito
semelhante ao romano, mas utilizado na Arquidiocese de Braga, em
Portugal, por concessão de diversas Bulas Papais e por decisão do Sínodo
de 1918;
- o rito moçárabe:
também chamado de rito hispano-moçárabe, foi criado e praticado pelos
primeiros cristãos hispânicos ou ibéricos, que estavam ainda sob o
domínio de Roma. É ainda utilizado na Catedral de Toledo, na Espanha.
Diversos, porém, são os ritos litúrgicos orientais católicos, os quais foram objeto do Decreto Orientalium ecclesiarum do Concílio Vaticano II [1], o qual dispôs que:
Tais igrejas
particulares, tanto do Oriente como do Ocidente, embora difiram
parcialmente entre si em virtude dos ritos, isto é, pela liturgia,
disciplina eclesiástica e patrimônio espiritual, são, todavia, de igual
modo confiadas o governo pastoral do Pontífice Romano, que por
instituição divina sucede ao bem-aventurado Pedro no primado sobre a
Igreja universal. Por isso, elas gozam de dignidade igual, de modo que
nenhuma delas precede as outras em razão do rito; gozam dos mesmos
direitos e têm as mesmas obrigações, mesmo no que diz respeito à
pregação do Evangelho em todo o mundo (cf. Mc 16, 15), sob a direção do
Pontífice Romano.
Estes ritos (orientais), não diferem,
pois, em matéria de fé, dos demais ritos latinos, mas apenas no que diz
respeito á tradição, usos e costumes, e são assim dispostos entre as
diversas Igrejas Católicas Orientais, de acordo com o Anuário Pontifício
da Santa Sé:
- Tradição Litúrgica Alexandrina:
- Igreja Católica Copta (1741);
- Igreja Católica Etíope (1846).
- Tradição Litúrgica de Antioquia:
- Rito litúrgico maronita:
- Igreja Maronita (1182).
- Rito litúrgico siríaco:
- Igreja Católica Siro-Malancar (1930);
- Igreja Católica Siríaca (1781).
- Tradição Litúrgica Armênia:
- Igreja Católica Armênia (1742).
- Tradição Litúrgica Caldeia (ou Siríaca Oriental):
- Igreja Católica Caldeia (1692);
- Igreja Católica Siro-Malabar (1599).
- Tradição Litúrgica Bizantina:
- Igreja Greco-Católica Melquita (1726);
- Igreja Católica Bizantina Grega (1829);
- Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595);
- Igreja Católica Bizantina Rutena (1646);
- Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646);
- Igreja Católica Búlgara (1861);
- Igreja Greco-Católica Croata (1646);
- Igreja Greco-Católica Macedônica (1918);
- Igreja Católica Bizantina Húngara (1646);
- Igreja Greco-Católica Romena (1697);
- Igreja Católica Ítalo-Albanesa;
- Igreja Católica Bizantina Russa (1905);
- Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628);
- Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596).
Vale ressaltar, entretanto, que, mesmo
estando sob a hierarquia do Sumo Pontífice, tais Igrejas Católicas de
rito oriental têm estruturas organizacionais as mais diversas, face à
sua condição sui generis [2]. Desta feita:
- as Igrejas Católicas Copta, Siríaca,
Greco-Católica Melquita, Maronita, Caldeia e Armênia são governadas por
Patriarcas, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois
reconhecidos pelo Papa;
- as Igrejas Greco-Católica Ucraniana,
Siro-Malabar, Siro-Malancar e Greco-Católica Romena são governadas por
Arcebispos Maiores, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois, ao
contrário dos Patriarcas, necessitam da aprovação do Papa;
- as Igrejas Etíope, Bizantina
Eslovaca e Bizantina Rutena são governadas por Arcebispos Metropolitas,
os quais são eleitos da seguinte maneira: os seus Concílios de Hierarcas escolhem três candidatos, sendo apenas um deles escolhido e nomeado pelo Papa;
- as demais Igrejas são governadas por um
ou mais Eparcas, administradores apostólicos, Exarcas ou por
outros prelados, todos estes diretamente nomeados e supervisionados pelo
Papa, por não existirem sínodos nem concílios de hierarcas.
Contudo, detenhamo-nos mais oportunamente
no rito latino romano, por ser este o mais utilizado na Igreja Católica
no mundo inteiro, inclusive no Brasil, nas celebrações da Santa Missa,
dos demais sacramentos, do Ofício Divino e demais celebrações
litúrgicas.
Dentro do rito romano existem duas formas de celebração da Santa Missa:
- a Ordinária: é
a Missa que praticamente todo o povo conhece, em vernáculo e com o
altar como uma mesa, em torno da qual celebrante e povo (fiéis) se
reúnem. O sacerdote fica, pois, de frente para o povo (Versus populum). Tal forma é fruto do Concílio Vaticano II, e foi instituída com o advento da Constituição Sacrosanctum Concilium [3] sobre a Sagrada Liturgia, que teve como consequência a revisão do Missal Romano, em 3 de abril de 1963, com a promulgação do Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Œcumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum;
- a Extraordinária: também chamada de Missa Tridentina (gentílico de Trento, na Itália), rito antigo, rito tradicional, Missa de sempre, “usus antiquior” (uso antigo), e “forma antiquior” (forma antiga). Ainda é celebrada em latim, de acordo com o rito do Missal aprovado pela Bula Papal Quo Primum Tempore,
de autoria do Papa Pio V, datada de 1570. O celebrante posiciona-se
entre o povo e o altar, ficando, pois, de frente para Deus (Versus Deum).
Diversamente do que afirmam alguns, na
Missa Tridentina o celebrante não está de costas para o povo, mas ambos
(sacerdote e povo de Deus) estão de frente para o altar, em louvor e
adoração.
Isto não diminui ou aumenta o valor,
tanto da Missa ordinária quanto da Missa Tridentina, pois não existe
Missa antiga e Missa nova, mas apenas “O Sacrifício Cruento da Cruz de
Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Tais Missas não constituem ritos diferentes, mas “formas diferentes do mesmo rito” [4], e que, por meio do Motu Proprio Summorum Pontificum
o Papa Bento XVI regulamentou a possibilidade do uso da liturgia
tridentina, nas seguintes condições: no rito romano nas missas privadas
celebradas sem o povo, os padres podem usar livremente a liturgia
tridentina [5]; ela também pode ser usada publicamente em paróquias, se houver um grupo estável de fiéis (coetus fidelium) que a assista [6].
Conforme dito anteriormente, o Concílio Vaticano II (que se deu de 1962 a 1965), na constituição Sacrosanctum Concilium, mandou rever o rito da Santa Missa, assim como os livros litúrgicos, segundo os princípios enunciados na mesma constituição.
Tal ordem [7] foi executada por
um grupo de especialistas em Liturgia, Bíblia e Teologia, nomeados
pelo Papa Paulo VI, o qual promulgou, em 1969, o novo Ordo Missae
(“Ordinário da Missa”, parte invariável de todas as celebrações da
missa) e em 1970 o novo Missal Romano, o qual teve, até hoje, três
edições, em 1970, 1975 e 2002.
Por hoje é só! No próximo post vamos falar um pouquinho da língua utilizada na Santa Missa.
Fiquem todos com Deus, e até lá!
[1] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Orientalium ecclesiarum (21 Novembris 1964), n. 3.
[3] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio: Sacrosanctum Concilium (4 Dicembris 1963).
[4] BENEDICTUS PP. XVI, Carta aos Bispos por ocasião da publicação da Carta Apostólica Motu Proprio Data Summorum Pontificum sobre o uso da liturgia romana antes da reforma feita em 1970.
[5] BENEDICTUS PP. XVI, Motu Proprio: Summorum Pontificum (7 Dicembris 2007), in AAS MMVII (2007), n. 2 e 4.
[6] Ibid, n. 5.
[7] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio: Sacrosanctum Concilium (4 Dicembris 1963), n. 50.
FONTE: Domvob.wordpress.comO rito eucarístico que detalhamos a seguir é latino na sua forma ordinária, que é aquele que nos toca. Há, no mundo inteiro, vários outros ritos eucarísticos reconhecidos pela santa Igreja, que se mantiveram por sua antiguidade e fidelidade à doutrina católica: o rito ambrosiano, celebrado em Milão, o moçárabe, em partes da Espanha, o melquita, o maronita, o braguense, a sagrada liturgia de São João Crisóstomo, etc.
A terminologia e as explicações foram obtidas preferencialmente da Instrução Geral sobre o Missal Romano, que pode ser lido aqui, no site. Os ícones com o gestual aqui utilizados foram encontrados na página Pastoralis.
RITOS INICIAIS
A finalidade dos ritos inciais, precedem a liturgia da palavra e têm o caráter de exórdio, introdução e preparação. Sua finalidade é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembléia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia.| Entrada | A celebração começa com o canto de entrada, cuja finalidade é inserir os fieis no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros. Não havendo canto de entrada, a antífona proposta no missal é recitada. Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com uma inclinação profunda. Em seguida, o sacerdote e o diácono beijam o altar; e o sacerdote, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. |
| Saudação | Executado o canto da entrada, o sacerdote junto com toda a assembleia, faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. |
| Ato penitencial | Realizado por toda a assembleia, por meio de uma confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote (que não alcança pecados graves). Aos domingos, particularmente, no tempo pascal, pode-se optar pela bênção e aspersão da água em recordação do batismo. |
| Kyrie | Se não foi incluido no ato penitencial, o 'Senhor, tende piedade' (Kyrie eleison) é rezado/cantado por todos, para implorar a misericórdia de Deus. |
| Glória | O texto deste hino (remonta ao século II) não pode ser substituído por outro. Entoado pelo sacerdote ou, se for o caso, pelo cantor ou o grupo de cantores, é cantado por toda a assembleia. Se não for cantado, deve ser recitado por todos juntos ou por dois coros dialogando entre si. O Glória é próprio aos domingos (exceto no Advento e na Quaresma) e nas solenidades e festas. |
| Oração da coleta | Ao convite do sacerdote ('Oremos'), este diz a oração que se costuma chamar 'coleta', pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida à Trindade Santa. |
LITURGIA DA PALAVRA
A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação. Integram-na também breves momentos de silêncio, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia.| Leituras bíblicas | As leituras conservam a unidade dos dois Testamentos e da história da salvação. Não é permitido trocá-las por outros textos não bíblicos. Por tradição, o ofício de proferi-las é ministerial: deve ser feito pelo leitor. Na ausência deste, pode ser feito pelo sacerdote. Após cada leitura, quem a leu profere a aclamação, respondida pelos demais. |
| Salmo responsorial | O salmo responsorial deve responder a cada leitura e normalmente será tomado do lecionário. De preferência, será cantado, ao menos no que se refere ao refrão. Se não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da palavra de Deus. |
| Aclamação ao Evangelho | Após a leitura que antecede o Evangelho, canta-se o Aleluia, conforme exigir o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, por meio do qual os fieis acolhem o Senhor que lhes vai falar no Evangelho. Na Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário. |
| Leitura do Evangelho | É o ponto alto da liturgia da palavra. A própria liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras, de honra especial. O Evangelho é lido pelo sacerdote. |
| Homilia | É proferida pelo próprio sacerdote celebrante ou por ele delegada a um sacerdote concelebrante ou, ocasionalmente, a um diácono, nunca, porém, a um leigo. Em casos especiais e por motivo razoável a homilia também pode ser feita pelo Bispo ou presbítero que participa da celebração sem que possa concelebrar. É obrigatória aos domingos e festas de preceito, não podendo ser omitida, salvo por motivo grave. Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio. |
| Credo | Ao rezar o Credo, os fieis respondem à palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia. Deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades. |
| Oração universal | Cabe ao sacerdote dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui. As intenções são pelas necessidades da Igreja, pelos poderes públicos, pela salvação de todo o mundo, pelos que sofrem e pela comunidade local. Outras podem ser agregadas de acoso com a ocasião (matrimônio, exéquias etc.). As intenções são proferidas do ambão pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo. |
LITURGIA EUCARÍSTICA
É a parte central da missa. Traz presente a última ceia, quando Cristo instituiu o sacramento eucarístico. A Igreja dispôs toda a celebração eucarística de modo a corresponder às palavras e gestos de Cristo: na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos; na oração eucarística, rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo; pala fração do pão e pela comunhão os fieis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os apóstolos, das mãos do próprio Cristo.| Preparação das ofertas | O sacerdote prepara o altar colocando nele o corporal, o purificatório, o missal e o cálice, a não ser que se prepare na credência. A seguir, trazem-se as oferendas, que podem ser levadas pelos fieis, até o sacerdote. O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar. O pão e o vinho são depositados sobre o altar pelo sacerdote, proferindo as fórmulas estabelecidas; o sacerdote pode incensar as oferendas colocadas sobre o altar e, em seguida, a cruz e o próprio altar. Em seguida, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar, como rito de purificação. |
| Oração sobre as ofertas | Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração eucarística com o convite aos fieis a rezarem com o sacerdote, e com a oração sobre as oferendas. O povo, unindo-se à oração, a faz sua pela aclamação 'amém'. |
| Oração eucarística | O sacerdote convida o povo a elevar os corações ao Senhor na oração e ação de graças e o associa à prece que dirige a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. A oração eucarística exige que todos a ouçam respeitosamente e em silêncio. |
| Ação de graças - o sacerdote, em nome de todo o povo santo, glorifica a Deus e lhe rende graças por toda a obra da salvação ou por um dos seus aspectos, de acordo com o dia, a festividade ou o tempo. |
| Santo - aclamação pela qual toda a assembleia, unindo-se aos anjos, louva a Deus. |
| Epiclese - a Igreja implora por meio de invocações especiais a força do Espírito Santo para que os dons oferecidos pelo ser humano sejam consagrados e que a hóstia imaculada se torne a salvação daqueles que vão recebê-la em comunhão. |
| Consagração - pelas palavras e ações de Cristo, se realiza o sacrifício que ele instituiu na última Ceia, ao oferecer o seu Corpo e Sangue sob as espécies de pão e vinha, e entregá-los aos apóstolos como comida e bebida, dando-lhes a ordem de perpetuar este mistério. |
| Anamnese - a Igreja faz a memória do próprio Cristo, relembrando principalmente a sua bem-aventurada paixão, a gloriosa ressurreição e a ascensão aos céus. |
| Oblação - a Igreja, em particular a assembléia atualmente reunida, realizando esta memória, oferece ao Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada. |
| Intercessões - pelas quais se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como terrestre, que a oblação é feita por ela e por todos os seus membros vivos e defuntos, que foram chamados a participar da redenção e da salvação obtidas pelo Corpo e Sangue de Cristo. |
| Doxologia final - rezada somente pelo sacerdote, é confirmada pela assembleia, com um solene 'amém'. |
| Pai Nosso | O sacerdote profere o convite, todos os fiéis recitam a oração com o sacerdote, e o sacerdote acrescenta sozinho o embolismo, que o povo encerra com a doxologia. |
| Rito da paz | Oração dita somente pelo sacerdote, por meio da qual a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana. A saudação entre os fieis há de ser sóbria e apenas aos que lhe estão mais próximos. |
| Fração do pão | O sacerdote parte o pão eucarístico, ajudado, se for o caso, pelo diácono ou um concelebrante. O sacerdote coloca uma parte da hóstia no cálice, para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor. Entoa-se, então, o Cordeiro de Deus, respondido pelos fieis. |
| Comunhão | sacerdote prepara-se por uma oração em silêncio para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo. Os fiéis fazem o mesmo, rezando em silêncio. A seguir, o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os ao banquete de Cristo; e, unindo-se aos fiéis, faz um ato de humildade, usando as palavras prescritas do Evangelho. Enquanto o sacerdote recebe o sacramento, entoa-se o canto da comunhão que se estenderá à comunhão dos fieis. Para encerrar todo o rito da Comunhão, o sacerdote profere a oração depois da comunhão, em que implora os frutos do mistério celebrado. |
RITOS FINAIS
Nos ritos de encerramento temos breves comunicações, se forem necessárias; saudação e bênção do sacerdote, que em certos dias e ocasiões é enriquecida e expressa pela oração sobre o povo, ou por outra fórmula mais solene; despedida do povo pelo diácono ou pelo sacerdote, para que cada qual retorne às suas boas obras, louvando e bendizendo a Deus; o beijo ao altar pelo sacerdote e o diácono e, em seguida, a inclinação profunda ao altar pelo sacerdote, o diácono e os outros ministrosoradamissa.comMarcadores
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