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A Igreja está alicerçada sobre uma rocha que desafia todos os tempos e esta rocha é o próprio Cristo, cabeça da Igreja. Ele mesmo fundou a Igreja, que é uma sociedade que tem como missão perpetuar sua vida e sua doutrina sobre a terra. Sendo que é uma sociedade orgânica surgiu a necessidade de organizá-la, nascendo assim as comunidades.
No fim do século I terminou a época dos Apóstolos e assim se iniciou a época dos "Epíscopes" (bispos). No século" foram instituídos os Bispos para cada Igreja local. No século III a Igreja já estava melhor organizada, tendo em cada metrópole um Bispo. Com o crescimento cada vez maior e rápido das comunidades cristãs, principalmente após o Edito de Milão (3 I 3), quando Constantino estabeleceu a liberdade de religião, a Igreja sentiu necessidade de ter uma boa estrutura a fim de guardar todo o seu patrimônio espiritual.

Patriarcas:

No decorrer dos séculos IV e V, as divisões civis causaram também as divisões eclesiásticas, as metrópoles civis tornaram-se também metrópoles religiosas: Cesaréia na Palestina, Alexandria no Egito, Antioquia no Oriente... Dentro desta divisão e organização é que surgiu os "Patriarcas" para administrar 49 a Igreja que se desenvolvia rapidamente e que passou a ser a jurisdição máxima, dentro da Igreja Ritual Oriental. No fim do século IV a Igreja contava com cinco Patriarcados (Pentarquia): Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia, e Jerusalém.
Em termo de jurisdição na tradição oriental, o Patriarca (Pai dos pais) é um bispo eleito em Sínodo, reconhecido pelo direito eclesiástico e a ele compete uma honra singular (singulari honore prosequendi sunt), com ampla jurisdição sobre seu Pa­triarcado50. O Patriarca possui uma sorte de "primado" que difusa de São Pedro, fazendo assim com que todas as outras Igrejas tenham seus sucessores sobre a Sé de Roma. Pedro em Jerusalém, Pedro em Antioquia, Pedro em Alexandria e Pedro em Roma. Lembramos que neste círculo de cidade "Petrina", Jerusalém é onde Pedro pela primeira vez exerceu e manifestou seu primado 51. Dessa forma, os Patriarcas participam de uma sorte de "primado petrino", pois foi Pedro quem fundou estes Patriarcados, e sendo de origem Petrina, as Sés Patriarcais herdaram não somente um primado, mas também uma participação e solicitude universal na Igreja Universal.
Com o passar do tempo surgiram na Igreja outras Patriarcados conforme as necessidades: No século XVII, foram formados os Patriarcados de Babilônia na Mesopotâmia (traque); de Moscou (Nova Constantinopla e terceira Roma) na Rússia; No século XIX, surgiram diferentes Patriarcados nacionais na Europa Oriental, na medida em que os países se tornaram independentes; o último em data foi formado na África, o Patriarcado de Addis Abbeba (Etiópia), separado do Patriarcado de Alexandria em 1960.

Catholikós:

Nas antigas Igrejas (Mesopotâmia, Persa, Armênia e Geogiana) o respectivo Patriarca recebe o titulo de "Catholikós". O Catholikossato (palavra grega - pronuncia: Casolicossato), é uma província eclesiástica como o Patriarcado e o seu titular é o Catholikós (pronuncia: Casolikós), titulo auferido aos chefes espirituais das antigas Igrejas da Mesopotâmia (Persa), Armênia e Geórgia. Nestas Igrejas, Catholikós possui o mesmo grau de Patriarca.

Arcebispo Maior:

O titulo de Arcebispo Maior na Igreja Ortodoxa é auferido a todos os dirigentes de uma Igreja autocéfala, quando por algum motivo não foi eleito um Patriarca. Na Igreja Católica Oriental, segundo o direito expresso no Motu próprio "Cleri Sanctitati" (1957), o Arcebispo Maior é unido a uma Sé Metropolitana que está fora de um Patriarcado determinado, e este é reconhecido pelo Pontífice Romano e pelo Concilio Ecumênico; o Arcebispo Maior possui direitos similares aos de um Patriarca.

Cardeal Oriental:

O Cardeal é um Prelado que na Igreja católica faz parte do Sagrado Colégio dos Cardeais. Estes são nomeados pelo Papa durante um consistório e são os mais altos dignitários da Igreja católica.
Na origem os Cardeais eram simples auxiliares do Papa e eram escolhidos entre os sacerdotes e os diáconos da cidade de Roma. Depois do século XII eles constituíram o Sagrado Colégio e passaram a ser Conselheiros do Papa, tornando assim os colaboradores direto do Pontífice. Notamos que a evolução da importância do Cardeal, o auge foi durante a separação ente o Oriente e Ocidente.
O título de Cardeal na hierarquia da Igreja Oriental católica é recente e foi decisão do Papa Paulo VI no consistório de fevereiro de 1965, com o Motu Próprio "Ad Purpuratorum Patrum Collegium"52. Nesse consistório foram nomeados Cardeais quase todos os Patriarcas das Igrejas Orientais Católicas, passando estes a ter um lugar especial no Sagrado Colégio dos Cardeais, no entanto, não foram escritos ao número do Prelado Romano e não possuem sede titular em Roma.
Para os Patriarcas Orientais de tradição não-bizantina, o título de Cardeal representa uma grande honra. Mas em se tratando de ecumenismo, este título a um Patriarca é negativo, e inferior a dignidade Patriarcal, que tem origem Apostólica, enquanto o título de Cardeal tem uma origem recente e foi instituído pela Igreja Romana.

Metropolita:

Metropolita o mesmo que Arcebispo de uma metrópole (Arquidiocese), que tem jurisdição canônica sobre as outras Dioceses e Bispos.

Eparca:

Eparca o mesmo que Bispo. Na antiguidade Greco-romana, Eparquia significava prefeitura, província e o Eparca Prefeito. No direito Grego moderno, Eparquia significa distrito e no direito canônico oriental Eparquia (diocese) corresponde a uma circunscrição eclesiástica dirigida por um Eparca (Bispo).

Ordinário:

Título auferido a um Bispo da Igreja latina, que passa a ter jurisdição sobre os fiéis orientais católicos residentes fora do Patriarcado e que não possuem uma hierarquia formada no país de imigração. Os sacerdotes e os fiéis orientais católicos, neste caso fazem parte de um Ordinariato.

Exarca:

Os Exarcas são bispos que representam Patriarca. Os Exarcas tem jurisdição sobre o Exarcado Apostólico, que no direito canônico oriental corresponde a uma circunscrição eclesiástica que está fora do território Patriarcal e que não foi ainda constituído Eparquia (diocese) por motivo de um baixo número de fiéis ou outro motivo. Exarcado Apostólico corresponde à Administração Apostólica. O Exarca Apostólico é encarregado de missão, nomeado pelo Patriarca ou pelo Bispo e depende juridicamente da Sé Apostólica Romana e não do Patriarca ritual, apesar do mesmo participar do Sínodo de sua Igreja ritual (católico).

Abuna:

Palavra árabe que significa "Nosso pai", corresponde ao título de padre. Na Igreja Etíope (Rito Alexandrino) corresponde ao título de bispo.

Arquimandrita:

O título Arquimandrita, no passado correspondia ao Superior de um Mosteiro, sinônimo de Abade (Higúmeno). Atualmente é um título de honra eclesiástica auferido a um sacerdote conforme suas responsabilidades dentro da Igreja. Corresponde ao titulo de Monsenhor da Igreja latina.

Protossincelo:

Título honorífico auferido a um sacerdote da Igreja Oriental, e segundo o novo Direito Canônico Oriental, é o Vigário Geral da Diocese (cf. Cano 245-251).
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Notas:

49. A palavra "administração" não deve ser vista em sentido pejorativo; o principal objetivo da Igreja não é administrar, mas ela deve responder às necessidades do povo de Deus que faz parte da sociedade. Notamos aqui que na Igreja Oriental ortodoxa não existe uma autoridade máxima que corresponde a Igreja católica à pessoa do Papa de Roma. Contudo o Patriarca de Constantinopla recebe o titulo de "Patriarca Ecumênico", mas sua autoridade não sobressai, disciplinarmente à dos demais Patriarcas ortodoxos. Cada Patriarca Ortodoxo governa sua própria Igreja.
50. Motu próprio "Cleri sanctati" cânon 216 ao 314.
51. Quanto a Constantinopla, que não foi fundada por São Pedro ou por outro Apóstolo (apesar de reclamar da presença de André, irmão de Pedro), mas devido a sua importância durante a invasão árabe, possui o titulo de honra Patriarcal. O Patriarca Ecumênico de Constantinopla é um titulo de honra, mas não sobressai aos dos demais Patriarcas ortodoxos; pois nas Igrejas Orientais ortodoxas, cada Patriarca tem jurisdição sobre seus fiéis do Patriarcado e fora deste. Portanto o Patriarca de Constantinopla é um "Primus inter pares" com um primado de honra e não de direito.
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Fonte:KATLAB, Roberto. As Igrejas Orientais Católicas e Ortodoxas - Tradições Vivas. São Paulo: Ed. Ave Maria.

FONTE:   Ecclesia.com.br

 
 
Patriarcados Ortodoxos no Mundo

As Igrejas Ortodoxas no mundo podem ser agrupadas em três categorias:
- Patriarcados
- Arcebispados Autocéfalos
- Igrejas Orientais
Mesmo havendo diferenças administrativas e ritualísticas, elas têm em comum a fé una e abrangente.

PATRIARCADO DE CONSTANTINOPLA
Constantinopla é o Patriarcado Ecumênico, por ter a proeminência sobre todos os Patriarcas, apesar de na Pentarquia, Roma ser o "primus inter pares", o primeiro entre os iguais.
A separação das Igrejas Romana e Ortodoxa ocorreu em 1054, quando a primazia passou a ser do Patriarcado de Constantinopla.
Cada um dos Patriarcados da Antigüidade tem como base fundamental um apóstolo, que pregou para que este fosso ali fundado. O fundador da Igreja de Constantinopla foi Santo André. Quando a capital do Império Romano foi transferida de Roma
para Constantinopla, na época de Constantino, por volta de 328 d.C., a cidade ficou conhecida como Nova Roma. O 2º Concílio
conferiu ao Bispo de Constantinopla a primazia de honra, depois do Bispo de Roma, além do título de Patriarca de Constantinopla.
E o 4º Concílio lhe concedeu as mesmas honras das quais o Bispo de Roma teria direito, assim o Patriarca de Constantinopla passou a ser o "primus inter pares", o primeiro entre os iguais, título que lhe conferiu a condição de Patriarca Ecumênico.
Os cruzados conquistaram Constantinopla em 1204 e foram expulsos em 1261. A queda de Constantinopla ocorreu em 1453, ficando sob domínio otomano.
O Patriarcado conta com uma Academia muito importante, Academia Teológica de Ralk, que atualmente funciona como centro de estudos teológicos, e o Patriarca Ecumênico ainda continua como primeiro entre todos os Patriarcas, na linha  hierárquica.

PATRIARCADO DE ALEXANDRIA
O Apóstolo São Marcos foi o fundador da Igreja de Alexandria.
Pela primeira vez na História, o título de Papa e Patriarca foi dado ao Bispo de Alexandria, sendo conferido  definitivamente no 4º Concílio Ecumênico, que também o colocou na segunda posição hierárquica. A Igreja Copta separou-se da de Alexandria em 451. Em 1594 surgiram tentativas de união ente a Igreja Copta e a Ortodoxa.
Em 1764, graças ao Patriarca de Alexandria, foi construída a primeira Igreja Ortodoxa em Londres, pelos seus esforços junto ao Arcebispo Anglicano de Cantuária.

PATRIARCADO DE ANTIÓQUIA
A tradição da Igreja sustenta que o Trono de Antióquia foi fundado pelo Apóstolo Pedro, no ano 34 (Atos 2:26). Pedro foi seguido em suas atividades por Paulo e Barnabé, que evangelizaram, ao mesmo tempo, gentios e judeus. Foi também de Antióquia que Pedro e Barnabé partiram para grandes jornadas missionárias em terras estrangeiras.
Por decisão dos Concílios Ecumênicos, em 431, a Igreja de Chipre conseguiu sua independência de Antióquia e em e em 451, o Patriarcado de Jerusalém estabeleceu jurisdição sobre a Palestina.

PATRIARCADO DE JERUSALÉM
Jerusalém é a mãe de todas as Igrejas Cristãs, onde iniciou-se a pregação dos apóstolos. Nesta cidade funda-se a  Igreja no Dia de Pentecostes e a luz do Evangelho começa a difundir-se pelo mundo.
Santiago (São Tiago), apóstolo em Jerusalém, presidiu o 1º Sínodo, em 52, que decidiu pela não circuncisão dos gentios convertidos ao cristianismo.
o 4º Concílio Ecumênico, em 451, conferiu ao Bispo de Jerusalém, o título de Patriarca, colocando-o na quarta posição, após Constantinopla, Alexandria e Antióquia, bem como reconheceu a independência da Igreja de Jerusalém da de Antióquia.

PATRIARCADO DA RÚSSIA
Santo André foi o primeiro pregador do cristianismo naquela região, mas os grandes apóstolos e pregadores da Rússia foram Cirilo e Metódio, que levaram a fé ortodoxa para os povos eslavos.
Cirilo foi o criador do alfabeto russo, conhecido como cirílico, adaptando a liturgia bizantina a este idioma. Por iniciativa do Patriarca de Antióquia, o Metropolita de Moscou e toda a Rússia recebeu o mesmo título em 1593, sendo considerado o quinto na hierarquia.
Em 1657, o Patriarcado Russo passou a ser independente definitivamente.

PATRIARCADO DA SÉRVIA
Os povos sérvios adotaram o cristianismo na segunda metade do século IX, por volta de 870, por intermédio de missionários que foram enviados pelo Patriarcado Ecumênico. Em 1831, a Igreja Sérvia conseguiu a autonomia sob o patrocínio do Patriarca Ecumênico e o Arcebispado de Belgrado, declarando sua total independência.

PATRIARCADO DA ROMÊNIA
O cristianismo na Romênia foi propagado graças aos esforços do Patriarcado Ecumênico. Como se pode ver, a maioria destes povos foram catequizados no Evangelho. O Patriarcado Ecumênico promove, ajuda, envia missionários, conclama e exercita a fé dos fiéis, promovendo a ascensão dentro da hierarquia que permite a autonomia de uma Igreja. A Romênia pertencia ao  Patriarcado de Constantinopla. Porém, se auto-proclamou independente em 1885. A independência só foi reconhecida em 1925.

PATRIARCADO DA BULGÁRIA
O cristianismo ingressou nos Bálcãs em meados do século IX graças aos missionários e pregadores enviados pelo Patriarcado Ecumênico.
Em 927, o rei búlgaro declarou o Arcebispo da Bulgária como Patriarca independente, desligando-o do Patriarcado de Constantinopla.
No final do século XIV, entre 1393 e 1398, a Bulgária foi conquistada pelos otomanos que eliminaram o Arcebispado e submeteram novamente suas dioceses ao Patriarcado de Constantinopla.
E novamente, em 1860, o Patriarcado Ecumênico constituiu um Exarcado independente.
Em 1874, o Concílio de Constantinopla proclamou Metropolita e Exarca de Sofia e de toda Bulgária como Patriarca. Este Patriarcado declarou-se independente em 1953, mas só foi reconhecido com tal em 1961.
ARCEBISPADOS AUTOCÉFALOS
São Igrejas co-irmãs, ortodoxas, independentes dos Patriarcados e por isso denominadas autocéfalas.

IGREJA DE CHIPRE
O fundador da Igreja de Chipre é o próprio Apóstolo Barnabé. O 3º Concílio conferiu a Chipre sua independência, desligando-a da Igreja Ortodoxa de Antióquia.

IGREJA DA GRÉCIA
As Igrejas da Grécia e de Corinto foram fundadas pelo Apóstolo Paulo. A Igreja da Grécia submeteu-se ao Patriarcado Ecumênico no princípio do século VIII. Mais tarde, em 1833, desligou-se e proclamou sua independência, obtendo o reconhecimento do Patriarcado Ecumênico em 1850.

IGREJA DA GEÓRGIA
O cristianismo ingressou na Geórgia na primeira metade do século IV, através de trabalhos dos missionários enviados pela Igreja de Antióquia. No século XI declarou sua independência.

IGREJA DA POLÔNIA
Após a independência política da nação polonesa, sua Igreja desligou-se do Patriarcado Ecumênico, que reconheceu sua independência em 1925. Após a 2ª Guerra, a Igreja da Polônia tornou-se uma diocese do Patriarcado russo, restituindo integralmente sua independência em 1961.

IGREJA DA ALBANIA
Era uma diocese do Patriarcado Ecumênico, declarando-se independente em 1923. O reconhecimento pelo Patriarcado ocorreu em 1937.
IGREJA DA CHECOSLOÁQUIA
Também era uma diocese do Patriarcado Ecumênico, declarando-se independente em 1961, sendo imediatamente reconhecida.

IGREJA DO MONTE SINAI
Santa Helena, mãe de Constantino, Imperador Romano, construiu no Monte Sinai, por volta de 360, o Convento de Santa Catarina. Em meados do século VI, este convento foi reconstruído por Justiniano, conhecido como O Grande Imperador. Declarou-se independente do Patriarcado de Jerusalém em 649, porém só obteve o reconhecimento de sua independência em 1575.

IGREJAS ORIENTAIS
São as Igrejas-irmãs da Igreja Ortodoxa, as chamadas igrejas pré-calcedonianas, aquelas que aceitam apenas as decisões dos três primeiros concílios universais, anteriores ao Concílio de Calcedônia, entre elas temos Armênios, Coptas e Sirians.
Cada uma delas obteve a autonomia em determinado momento histórico, de acordo com a sua fundação, hierarquia, liturgia e  costumes próprios.
Todas foram fundadas nos domínios dos Patriarcados da Antigüidade, a maioria, do Patriarcado de Antióquia.

Diálogo
Existe atualmente um diálogo entre as Igrejas Armênia, Copta e Sirian com a Igreja Ortodoxa, no intuito de uma reaproximação teológica, possibilitando assim a união entre essas igrejas.
  1. RITO OCIDENTAL (Latino ou Romano)
    • Igreja Católica Apostólica Romana (Patriarcado de Roma)
  2. RITOS ORIENTAIS
    1. Igrejas unidas plenamente ao Patriarcado de Roma
      1. Tradição Alexandrina (copta)
        • Rito Alexandrino
          . Igreja Copta Católica (Patriarcado de Alexandria)
          . Igreja Etíope Católica (atualmente na diáspora)
      2. Tradição Antioquena
        • Rito Siro-maronita
          . Igreja Maronita (Patriarcado de Antioquia)
        • Rito Aramaico ou siríaco-antioqueno
          . Igreja Síria Católica (Patriarcado de Antioquia)
          . Igreja Siro-Malancar Católica
      3. Tradição Constantinopolitana e Bizantina
        • Rito Greco-bizantino
          . Igreja Greco-Melquita Católica (Patriarcado de Antioquia, Alexandria e Jerusalém)
          . Igreja Grega Católica em Constantinopla (Patriarcado de Constantinopla)
          . Igreja Ítalo-Albanesa Católica
        • Rito Ucraniano ou bizantino-eslavo
          . Igreja Ucrâniana Católica
        • Rito Bizantino-eslavo
          . Igreja Búlgara Católica
          . Igreja Eslovaca Católica
          . Igreja Húngara Católica
          . Igreja Iugoslava Católica
          . Igreja Romena Católica
          . Igreja Rutena Católica
        • Rito Bizantino-russo-eslavo
          . Igreja (Comunidade) Bielo-russa Católica (atualmente na diáspora)
          . Igreja (Comunidade) Russa Católica
        • Rito Bizantino
          . Igreja (Comunidade) Albanesa Católica
      4. Tradição Armênia
        • Rito Armênio
          . Igreja Armênia Católica (Patriarcado)
      5. Tradição Caldéia ou sírio-oriental (siríaco-antioqueno)
        • Rito Caldeu ou sírio oriental
          . Igreja Caldeana Católica (Patriarcado)
          . Igreja Siríaca Malabar Católica
    2. Igrejas não unidas plenamente ao Patriarcado de Roma (Igrejas Ortodoxas)
      1. Rito Bizantino
        • Gregos ou helênicos
          . Patriarcado (Ecumênico) Ortodoxo de Constantinopla
          . Igreja Ortodoxa da Grécia
          . Igreja Ortodoxa de Chipre
        • Greco-melquitas (cristãos árabes)
          . Patriarcado de Alexandria - Ortodoxo
          . Patriarcado de Antioquia - Ortodoxo
          . Patriarcado de Jerusalém - Ortodoxo
          . Igreja de Monte Sinai (ou Patriarcado do Monte Sinai)
        • Eslavos e outros
          . Diocese Albanesa Ortodoxa da América
          . Igreja Americana, Grega-Católica, Ortodoxa Cárpato-Russa
          . Igreja da Macedônia (ou Macedoniana) Ortodoxa
          . Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana
          . Igreja Ortodoxa da Albânia
          . Igreja Ortodoxa da América - Russa
          . Igreja Ortodoxa da Bulgária (Patriarcado da Bulgária)
          . Igreja Ortodoxa da China
          . Igreja Ortodoxa da Estônia
          . Igreja Ortodoxa da Finlândia
          . Igreja Ortodoxa da Geórgia (Patriarcado da Geórgia)
          . Igreja Ortodoxa da Letônia
          . Igreja Ortodoxa da Romênia (Patriarcado da Romênia)
          . Igreja Ortodoxa da Sérvia (Patriarcado da Sérvia)
          . Igreja Ortodoxa das Repúblicas Tcheca e Eslováquia
          . Igreja Ortodoxa do Japão
          . Igreja Ortodoxa Húngara
          . Igreja Ortodoxa na Polônia
          . Igreja Russa Ortodoxa (Patriarcado de Moscou)
          . Igreja Russa Ortodoxa na Europa Ocidental
          . Igreja Russa Ortodoxa no Exílio
          . Igreja Ucraniana Ortodoxa (Patriarcado de Moscou)
          . Igreja Ucraniana Ortodoxa dos Estados Unidos, Canadá e Europa
      2. Rito Armênio (monofisitas)
        • Igreja Armênia Ortodoxa (Catholicossato de Sis - Cilícia)
        • Igreja Armênia Ortodoxa (Patriarcado de Constantinopla)
        • Igreja Armênia Ortodoxa (Patriarcado de Etchmiadzin)
        • Igreja Armênia Ortodoxa (Patriarcado de Jerusalém)
      3. Rito Antioqueno
        • Igreja do Sul da Índia
        • Igreja Siríaca Malabar Independente de Thozhiyoor - Índia (monofisitas)
        • Igreja Siríaca Malankar Ortodoxa (Igreja Siríaca Ortodoxa Jacobita Malankar) (monofisitas)
        • Igreja Siríaca Mar Tomé de Malabar - Índia (monofisitas)
        • Igreja Siríaca Ortodoxa - Jacobita (monofisitas)
      4. Rito Caldeu (nestorianos)
        • Antiga Igreja Católica e Apostólica (Ortodoxa)
        • Igreja Assiríaca do Oriente
      5. Rito Alexandrino
        • Igreja Copta Ortodoxa (monofisitas)
        • Igreja Ortodoxa Etíope (monofisitas)


  • Patriarcado de Roma: Chefe espiritual: o Papa (bispo de Roma, Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Patriarca do Ocidente, Primaz da Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana, Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, Servo dos Servos de Deus).
    • Annuario Pontificio, 1996, Libreria Editrice Vaticana, Cittá del Vaticano.
    • As Igrejas Orientais, Católicas e Ortodoxas, Tradições Vivas, Roberto Khatlab, Ave Maria Edições.
  • Tradição e Rito: A divisão em Tradição e Rito está de acordo com o Annuario Pontificio (págs. 1787/1790), Libreria Editrice Vaticana, Cittá del Vaticano, 1996.
  • Ortodoxia: é o conjunto das Igrejas autocéfalas, de rito bizantino-eslavo, em oposição tanto aos católicos (latinos ou orientais) quanto aos pré-calcedonianos (Estudos da CNBB nº 21 - Guia Ecumênico).
  • Igrejas Autocéfalas: São igrejas independentes, não colocadas sob jurisdição de uma Igreja-mãe ou Patriarcado. São autônomas para o exercício da própria autoridade e escolha de seus chefes. São aptas para eleger seu próprio primaz (patriarca ou arcebispo). Se governam autonomamente. São detentoras de completa independência administrativa e de grande autonomia doutrinal.
  • Igrejas Autônomas: São colocadas sob a jurisdição de uma Igreja-mãe, de um Patriarcado.
    • Orthodoxia 1992-1993, Ostkirchliches Institut, Regensburg, Germany.
    • As Religiões ontem e hoje. Dr. Hugo Schlesinger e Pe. Humberto Porto. Edições Paulinas.
    • Estudos da CNBB nº 21 - Guia Ecumênico.
    • EDMA Enciclopédia do Mundo Actual. Os Cristãos. Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1977.
    • As Igrejas Orientais, Católicas e Ortodoxas, Tradições Vivas, Roberto Khatlab, Ave Maria Edições
  • Os Malankares, chamados também de 'Cristãos de São Tomé', sinônimos de Malabar, estão na região situada à costa ocidental do sul da Índia, que forma atualmente o Estado do Kerala. A história dos Malankares é a mesma que a dos Malabares (rito caldeu). O nome Malankar foi adotado pelos fiéis do rito siríaco-ocidental antioqueno católico para diferenciar dos fiéis de rito siríaco-oriental ou caldeu (Malabar).
    • As Igrejas Orientais, Católicas e Ortodoxas, Tradições Vivas, Roberto Khatlab, Ave Maria Edições.
  • Nestorianos: Doutrina cristológica ligada à Nestório, monge de Antioquia, do século V, que distinguia em Cristo as duas naturezas divina e humana, sem deificação da humanidade, apenas unidas na vontade. A teoria redundava na negação da maternidade divina de Maria. Foi condenada em 431 pelo Concílio de Éfeso.
    • As Religiões ontem e hoje. Dr. Hugo Schlesinger e Pe. Humberto Porto. Edições Paulinas.
  • Monofisitas: Doutrina teológica, surgida em Alexandria, no século V, que defendia a existência em Cristo, não só de uma única pessoa, como até de uma única natureza, resultante da fusão da divina e da humana. Foi contestada pelo Concílio Ecumênico de Calcedônia em 451, que dividiu a Igreja de Antioquia.
    • As Religiões ontem e hoje. Dr. Hugo Schlesinger e Pe. Humberto Porto. Edições Paulinas.
  • De acordo com a publicação Estudos da CNBB nº 21, Guia Ecumênico, Edições Paulinas, do Comunicado Mensal da CNBB nº 351 (pp. 997 ss.), nº 357 (pp. 539/541) e de relação fornecida pela Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Antioquina do Brasil (São Paulo), "eis uma lista incompleta dos grupos que podemos considerar incluídos no conceito geral de 'Igrejas Brasileiras'. Alguns deles afirmam relacionar-se com os vétero-católicos, através da Igreja Nacional Polonesa de América, coisa que é negada por esta. O mesmo se pode dizer das auto-intituladas 'Igrejas Ortodoxas' destes grupos: nenhuma delas é reconhecida como tal pelas Igrejas Ortodoxas históricas". Também, na referida Relação, a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Antioquina do Brasil (São Paulo) indica como "igrejas falsas, das quais não se reconhece a validade dos sacramentos ou qualquer cerimônia":
    • Congregação (ou Sociedade) Missionária de São Marcos Evangelista
    • Congregação de São José
    • Congregação dos Missionários de Cristo Sacerdote Eterno
    • Congregação dos Missionários de Jesus
    • Congregação dos Missionários de Jesus Peregrino
    • Igreja Católica - Padres Clementinos (Região Santana de São Paulo)
    • Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB)
    • Igreja Católica Apostólica Carismática (Santa Catarina)
    • Igreja Católica Apostólica Cristã
    • Igreja Católica Apostólica de Jerusalém
    • Igreja Católica Apostólica Ecumênica Contemporânea
    • Igreja Católica Apostólica Independente do Rio de Janeiro
    • Igreja Católica Apostólica Livre do Brasil
    • Igreja Católica Apostólica Nacional
    • Igreja Católica Apostólica Nordestina
    • Igreja Católica Apostólica Ortodoxa - Patriarcado do Brasil
    • Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Americana
    • Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Ocidental
    • Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Unida - Eparquia Mundial (Maranhão)
    • Igreja Católica Apostólica Tributária
    • Igreja Católica Ecumênica Renovada (Lorena, SP)
    • Igreja Católica Ortodoxa Grega do Antigo Calendário (ou Igreja Grega Ortodoxa Adepta do Antigo Calendário - Old Calendar)
    • Igreja dos Velhos Católicos (ou Velhos Crentes - Raskotnik)
    • Igreja Ortodoxa Bielo-Russa na Diáspora
    • Igreja Ortodoxa Católica Apostólica Militante (Bahia)
    • Igreja Universal do Reino de Deus
    • Ordem de Santo André
    • Ordem dos Missionários Mensageiros do Verbo Divino
    • Ordem dos Santos Padres Católicos Apostólicos Ortodoxos
    • Rede Nacional de Missões Católicas (Paróquia Bom Jesus dos Milagres)
    • Santa Igreja Velha Católica

FONTE: Agnusdei.50webs.com

Mor Ignatios Joseph III Younan - Patriarca de Antioquia dos Siríacos Católicos (Sé Libano)
 
Patriarca dos Siríacos católicos

Arcebispo Maior patriarcal Lubomyr Husa - Católicos ucranianos (Sé Ucrânia)

Patriarca Emmanuel Karim III Delly - Católicos Caldeus (Sé Bagda-Iraque)

Patriarca Copta Católico Antonios Naguib- Católicos Coptas (Sé Cairo-Egito)

Arcebispo Maior Baselios Mar Cleemis- Católicos Sírios Malakares (Sé Kerata-Índia)

Arcebispo Maior Varkey Cardinal Vithayathil, C.SS.R. -
Católicos Sírios Malabares (Sé Índia)

Arcebispo Maior Berhaneyesus Souraphiel -Católicos Etíopes (Sé Etiopia)

Patriarca Maronita Pierri Nasrallah Sfeir- Católicos Maronitas (Sé Líbano)

Patriarca Melquita Gregório III Laham - Católicos Melquitas (Sé Damasco-Síria)

Alguns patriarcas reunidos no Vaticano

Patriarca Nerses Pedro XIX- Católicos Armênios (Sé Beirute-Líbano)

 
FONTE: Dominusvobis.blogspot.com.br






















No dia 19 de setembro de 2009, nosso Papa Bento XVI anunciou com alegria o Sínodo para o Oriente Médio, convocando todos os Patriarcas Orientais Católicos, com seus Bispos e outras delegações para que se preparassem sob inúmeros esforços para a recente Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, realizado em Roma de 10 a 24 de Outubro de 2010, com o importante tema: “A Igreja Católica no Médio Oriente: Comunhão e testemunho. A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma (At 4, 32)”.
Uma convocação que se faz urgente no seio da catolicidade contemplando a riqueza e fragilidade do amplo mosaico das Igrejas Orientais, seu patrimônio espiritual-litúrgico e os momentos de martírio sob uma árdua, mas não impossível convivência entre as diversas pluralidades confessionais: cristianismo, islamismo e judaísmo. Afinal o Oriente é o berço de nossas raízes das quais os pastores, religiosos e leigos não podemos cancelá-las, mas sim conhecê-las em profundidade para que possamos neste mesmo espírito de comunhão e testemunho exigido pela base comum que é Cristo, o Sol da Justiça que vem do Oriente, celebrando assim os laços da liberdade e da paz que Ele mesmo nos oferece. O Oriente não é só cristão, mas também não é só mulçumano ou judeu e por isso urge reconhecer a caminhada histórica e cultural integrando os valores comuns desses três pilares e nisso os Orientais Católicos, sendo uma minoria em tal contexto “gemem em dores de parto” para manter suas tradições, ritos celebrativos e em alguns contextos a própria liberdade de expressão. Basta olhar o recente massacre dos católicos caldeus no Iraque onde alguns extremistas invadiram a Catedral na mesma capital desse país matando sacerdotes, fiéis e inúmeras crianças. Tais patologias surgem de uma visão deturpada e anacrônica que não reflete o verdadeiro espírito da comunhão e da libertação promovido pelo Evangelho de Jesus. Há também outros lugares onde cristianismo e islamismo tiveram e tem uma pacífica convivência no caso de Alexandria (Egito), evangelizada pelo Apóstolo Marcos e Sede antiga de dinamismo, berço da vida monástica e grandes missionários enviados a tantas regiões. De fato os cristãos coptas do Egito (católicos ou ortodoxos) sempre ofereceram um testemunho de harmonia e inculturação sem perder a sua própria identidade.
“O objetivo desta assembléia sinodal é prevalentemente pastoral. Embora não podendo ignorar a delicada e por vezes dramática situação social e política de alguns países, os Pastores das Igrejas no Médio Oriente desejam concentrar-se sobre os aspectos próprios da sua missão... Sob a guia do Espírito Santo, reavivar a comunhão da Igreja Católica no Oriente Médio. Antes de tudo no interior de cada Igreja, entre todos os seus membros e depois também nas relações com as outras Igrejas”, destacou Bento XVI.
Durante os vários dias em Roma, os Patriarcas, os eparcas (bispos) e outros delegados ofereceram suas intervenções preciosas para que cheguem ao coração de Roma e de todos os cristãos espalhados pelo mundo, mostrando assim que os orientais católicos também estão inseridos missionariamente e que apesar das diferenças rituais litúrgicas são também eles católicos como os demais e convocados ao testemunho da paz, da justiça e da solidariedade.
O cristianismo não se distingue pela expansão, pelo número ou proselitismo, mas pela força da vida comunitária vivida e celebrada sob o impulso do Espírito que nos congrega na fé una e apostólica e no respeito das diferenças sob a liberdade que é um dom sacro do Criador.
Tal Sínodo foi formado por uma Assembléia especial e pelos teólogos (as): religiosos e leigos convocados por sua Santidade para que pudessem contribuir nas várias reflexões e estudos, entre as quais:
- A situação dos cristãos no Médio Oriente;
- Os desafios que os cristãos devem enfrentar e a resposta dos cristãos na vida cotidiana. 

Urge também ressaltar a contribuição que os mesmos católicos orientais podem e devem oferecer para o diálogo ecumênico com as Igrejas Ortodoxas e com nossos irmãos judeus e mulçumanos no complexo contexto do Oriente Médio, como afirmou Bento XVI: “Fico feliz em saber que durante o encontro levou-se em consideração esta particular questão e os incentivos para que o tema seja objeto de novos estudos, cooperando assim, ao comum compromisso de aderir ao pedido do Senhor: “Que todos sejam um... para que o mundo creia” (Jo 17, 21). 
Oxalá a Igreja possa incentivar novos encontros como este para que todas as comunidades cristãs possam partilhar e conhecer o profundo patrimônio oriental católico, estudando e rezando em comunhão com esses nossos irmãos que em terras longínquas, celebram a mesma Eucaristia e oferecem o seu testemunho em meio a adversidades pelo Evangelho e ao serviço dos mais sofridos nas terras do Oriente cristão.
E nesse impulso que os bispos latinos das diversas Igrejas particulares possam promover e incentivar a formação teológica do clero e dos leigos abrangendo também temas orientais que fazem parte de nossa mesma catolicidade e caminhada eclesial. Fica a proposta e o empenho para que possamos nos unir com os vários cristãos do Oriente sob o impulso do grito de Jesus: “Não temais pequenino rebanho!”.